A prefeitura de Limeira decidiu processar a União após a morte de uma jovem de 21 anos, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, durante um salto de “rope jumping”, realizado sem os devidos equipamentos de segurança. O incidente aconteceu no último sábado (13) na Ponte do Esqueleto, um local conhecido pela prática do esporte, mas que apresenta riscos há anos, segundo a administração municipal.
O prefeito Murilo Félix (Podemos) afirmou que a responsabilidade pela segurança na área é inteiramente do Governo Federal. Mesmo antes do trágico acidente, a prefeitura já havia enviado ofícios solicitando melhorias nas condições de segurança da ponte, que tem um histórico de acidentes, incluindo a morte de um ciclista em abril de 2024 e ferimentos graves de duas mulheres em agosto do mesmo ano.
A Ponte do Esqueleto, localizada na zona rural entre Limeira e Cordeirópolis, é um ponto popular para variadas atividades esportivas, como ciclismo e corrida em trilhas. No entanto, sua obra permanece inacabada há 30 anos, o que contribui para perigos conhecidos na região.
Entenda o Caso
Um vídeo que viralizou nas redes sociais revela Maria sendo arremessada da ponte por instrutores, sem qualquer equipamento de proteção necessário. O “rope jumping” é um salto pendular no qual a pessoa é presa por uma corda na cintura e peito, diferentemente do “bungee jumping”, onde o puxo é realizado pelos pés. Essa atividade ainda não dispõe de regulamentação no Brasil, ao contrário do “bungee jumping”, que é regulamentado desde os anos 90. O esporte ganhou popularidade no país apenas em 2013.
Marco Antonio de Campos, presidente da recente Associação Brasileira de Rope Jump e Pêndulo Humano, chamou a situação de “erro grotesco”. Ele explicou que o correto seria que a pessoa estivesse equipada antes de saltar e não ser arremessada de maneira descontrolada. A associação, estabelecida neste ano, visa buscar uma regulamentação para a prática, que atualmente carece de normas de segurança.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmaram a morte no local. Após o acidente, seis pessoas foram detidas pela polícia militar. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e levanta preocupações sobre a falta de segurança em atividades de aventura, especialmente sem a devida supervisão e regulamentação.
Esse incidente trágico destaca a urgência de abordagens mais seguras para práticas esportivas, buscando garantir a vida e a segurança de todos os envolvidos. O que você pensa sobre a regulamentação de esportes de aventura no Brasil? Compartilhe sua opinião!