Quanto custa tornozeleira que Bolsonaro tentou romper com solda

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A recente tentativa de Jair Bolsonaro de romper sua tornozeleira eletrônica trouxe à tona uma curiosa narrativa de desobediência e curiosidade. O ex-presidente, que havia sido cautelosamente monitorado pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF), encontrou-se em uma situação inusitada na madrugada de um sábado, levando à sua prisão no mesmo dia.

A Seape, responsável por fornecer equipamentos de monitoramento, tem um contrato com a empresa UE Brasil Tecnologia Ltda, que disponibiliza até 4 mil tornozeleiras eletrônicas. O custo mensal de cada dispositivo é de R$ 238,62, valor que foi ajustado para R$ 245,84 em maio de 2025, totalizando um investimento de R$ 32,4 milhões ao longo de 30 meses. Esses dispositivos são projetados para resistir a tentativas de remoção e disparar alertas em caso de violação.

Quando a equipe de escolta da Seape recebeu a primeira notificação da violação às 0h07, agiu rapidamente para trocar a tornozeleira. Um relatório detalha a conversa entre Bolsonaro e a diretora-adjunta do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica. Ele admitiu ter utilizado “um ferro quente” — mais especificamente, um ferro de solda — apenas por “curiosidade”. O diálogo, audível em vídeo, revela a sua atitude desafiadora e a incredulidade da oficial responsável.

Após esta tentativa de rompimento, a equipe não apenas substituiu a tornozeleira, mas também comunicou o ocorrido ao Supremo Tribunal Federal, resultando na determinação da prisão preventiva de Bolsonaro. Ele estava em prisão domiciliar por investigações relacionadas a obstruções de Justiça e organização criminosa, abrangendo as sanções impostas pelos EUA a autoridades brasileiras.

Vale ressaltar que o contrato estipula que a Seape deve arcar com os custos de substituição em casos de destruição dolosa, como o que foi alegado por Bolsonaro. A grande questão que permanece é se essa despesa será repassada ao ex-presidente, uma dúvida que ainda não teve resposta.

O que você pensa sobre essa situação? A curiosidade de Bolsonaro justificaria sua ação arriscada? Comente abaixo e compartilhe sua opinião!

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