Na manhã de uma sexta-feira tensa, uma grande operação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o suporte do 1º Baep da Polícia Militar de Campinas, resultou na prisão de dois empresários. Eles foram identificados como os financiadores de um plano audacioso para assassinar o promotor Amauri Silveira Filho, conhecido por sua determinação em combater o crime em Campinas, SP. Essa ação, intitulada de Pronta Resposta, desmantelou um esquema planejado por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC).
O principal nome por trás dessa trama inquietante é Sérgio Luiz de Freitas Filho, apelidado de “Mijão” ou “Xixi”. Reconhecido como o líder do PCC nas ruas, Mijão foi um dos arquitetos das operações que visavam silenciar o promotor e frear investigações cruciais da Operação Linha Vermelha, que se debruça sobre crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Na última quarta-feira, as autoridades descobriram que o plano também envolvia a execução de um comandante da Polícia Militar.
Além das prisões realizadas nesta sexta-feira, outros quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Campinas. O Ministério Público está em uma corrida contra o tempo, buscando identificar mais envolvidos no plano e tentando localizar Mijão, que permanece foragido.
Mijão
Considerado um dos criminosos mais procurados do Brasil, Mijão teria encontrado refúgio na Bolívia, de onde supervisiona uma complexa logística internacional para o tráfico de cocaína, com destino ao Brasil e à Europa. Sua liderança emergiu após a queda de Gegê do Mangue e a expulsão de Marcos Roberto de Almeida, o “Tuta”, da facção. De lá, Mijão orquestra estratégias audaciosas, que incluem operações para resgatar chefes do PCC presos e eliminar figuras de autoridade.
Relatórios recentes do Ministério Público revelam que Mijão leva uma vida de opulência na Bolívia, onde teria aberto restaurantes e noturnas utilizando identidades falsas. O impacto de suas operações ressoa não apenas nas ruas, mas nas estruturas de poder que ele busca desestabilizar.
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