Nemesio “El Mencho” Oseguera, o temido fundador do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), foi morto em uma operação militar no último domingo (22), aos 59 anos. Sua morte marca o fim de uma era para o narcotráfico no México, onde ele se estabeleceu como o último grande narcotraficante em um cenário dominado pelo terror e pela violência.
Com um histórico de brutalidade, Oseguera desafiou o governo mexicano, orquestrando ataques diretos contra autoridades. Um exemplo notório foi o atentado em 2020 contra o secretário de Segurança Pública, Omar García Harfuch, que deixou três mortos, entre eles dois guarda-costas. Diferente de outras organizações, o CJNG frequentemente adotava uma postura ofensiva, promovendo emboscadas e massacre de rivais, como o que resultou em 35 mortes durante uma reunião de promotores em 2011.
O Último Grande Narcotraficante
Desde a prisão de figuras icônicas como Joaquín “El Chapo” Guzmán, a figura de Oseguera cresceu, sendo considerado o narcotraficante mais perigoso do país. Washington chegou a oferecer uma recompensa de US$ 15 milhões por sua captura, evidenciando sua notoriedade. O CJNG não apenas monopolizou o tráfico de drogas no México, mas também expandiu suas operações para mercados internacionais, como Europa, Ásia e África, onde as drogas podem alcançar preços exorbitantes.
Nascido em uma família pobre em Michoacán, Oseguera começou sua trajetória criminosa nos Estados Unidos, onde foi deportado após cumprir pena por tráfico de heroína. De volta ao México, formou o CJNG, que rapidamente se tornou uma potência criminosa, responsável por massacres e por uma série de crimes, incluindo tráfico de pessoas e extorsão.
Um Império Construído pela Violência
Até sua morte, El Mencho não se expôs publicamente, mantendo um perfil discreto, embora tenha sido visto em shows de “narcocorridos”. Ele deixa um legado de terror que resultou em mais de 450.000 mortes no México desde 2006. Agora, a morte de Oseguera levanta questões sobre o futuro do CJNG e seu impacto no narcotráfico global.
O legado deixado por El Mencho servirá como um lembrete da violência que permeia o narcotráfico, enquanto o país tenta encontrar uma solução para essa batalha interminável. O que vem a seguir nesse jogo de poder? Qual será o destino do CJNG? Sua opinião é importante; compartilhe conosco suas reflexões sobre esta mudança no cenário criminal mexicano.