As figuras que definem o poder do CV na Bahia desde a época de Pitty

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Nos últimos anos, o Comando Vermelho (CV) tem reforçado sua presença na Bahia, moldando seu crescimento através de líderes que, mesmo estando presos ou foragidos, mantêm a estrutura da facção funcionando. Desde a sua gênese, através da Comissão da Paz (CP) no sistema prisional, o grupo se estabeleceu especialmente em bairros populares de Salvador e municípios do interior, ganhando força ao longo do tempo.

A evolução do Comando Vermelho na Bahia não foi repentina. Ela gera raízes de uma aliança histórica com o CV do Rio de Janeiro. A marcação desta facção se consolidou a partir da figura emblemática de Éberson Souza Santos, o “Pitty”, que foi crucial na transição do grupo. Essa expansão, no entanto, não ocorreu sem resistência. O Bonde do Maluco (BDM), rival histórico, intensificou as disputas por território e rotas de tráfico, levando a um aumento alarmante de violência nas áreas afetadas.

A nova geração de líderes

Atualmente, a estrutura do CV na Bahia é sustentada por uma rede de lideranças regionais que operam de forma descentralizada, mas interconectada. Esses líderes têm a responsabilidade de administrar os territórios, coordenar o tráfico, e comunicar-se com integrantes presos. Isso possibilita a manutenção de operações mesmo durante intervenções policiais.

Val Bandeira

Josevaldo Bandeira, conhecido como “Val Bandeira”, figura entre os principais líderes da facção. Ainda que custodiado em um presídio federal, sua influência permanece significativa, especialmente no Complexo do Nordeste de Amaralina, onde sua presença ainda impacta a hierarquia do CV.

Pai Pequeno

Outra liderança relevante é “Pai Pequeno”, que tem funções operacionais essenciais e é considerado um elo entre a base da facção e os líderes de maior escalão. Sua atuação é fundamental na gestão do território, decidindo questões internas e resolvendo conflitos.

Zói de Gato

Em Salvador, José Carlos Ferreira dos Santos, ou “Zói de Gato”, é destacado por seu envolvimento em crimes violentos. Acusado de ser o mandante de uma chacina em 2014, sua atuação é essencial para a manutenção da influência do CV em áreas de intensa disputa urbana.

Buel

Anderson Souza de Jesus, “Buel”, aparece como um dos principais membros do tráfico e logística armada na região. Ameaças para a segurança pública, eles são considerados foragidos e alvos prioritários das forças de segurança.

Tio Chico

Na Ilha de Itaparica, Angelo Martins de Cerqueira Neto, conhecido como “Tio Chico”, também está sob investigação por diversos homicídios e atuações no tráfico, sendo uma figura-chave no controle do território.

Juba

Juliana de Almeida Leite, ou “Juba”, destaca-se como uma das principais lideranças femininas do CV, atualmente foragida e supostamente sob proteção de altos escalões do crime organizado.

Dada

No extremo sul da Bahia, Ednaldo Pereira Souza, “Dada”, comanda as operações em áreas turísticas. Apesar de sua prisão em massa em 2024, ele continua foragido com movimentações no Rio de Janeiro.

A influência perdura

Juntas, essas lideranças formam uma rede que garante ao Comando Vermelho continuar suas atividades em solo baiano, desafiando as forças de segurança. O modelo de liderança descentralizada permite que a facção se mantenha ativa, mesmo diante das perdas ocasionais de seus membros em operações policiais.

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