Aliados de Alcolumbre e Elmar se destacam em doações na Codevasf

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O governo do Amapá e a pequena cidade de Pedra Branca de Amapari vivem um verdadeiro conto de doações políticas. Desde o início da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2023, ambos foram agraciados com generosos aportes da Codevasf, a estatal controlada pelo Centrão. O estado recebeu R$ 32 milhões em equipamentos, enquanto a cidade, R$ 9,5 milhões, ambos em tiro certeiro de influências do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A Construtora do Poder

O modelo de operação da Codevasf, criado para impulsionar o semiárido, se transformou em uma vitrine de interesses políticos. Ali, deputados escolhem os bens a serem distribuídos, como caminhões e retroescavadeiras, de um catálogo semelhante ao de uma loja. Com esse sistema, os parlamentares, inclusive aqueles ligados a Alcolumbre, garantem entregar recursos aos seus redutos eleitorais. Desde 2023, as doações somadas já superam R$ 2,8 bilhões, batendo a marca da gestão anterior.

O Caso Campo Formoso

O fenômeno de doações se repete em Campo Formoso (BA), cidade com vínculos estreitos ao deputado Elmar Nascimento. Com R$ 8,5 milhões recebidos, a cidade se viu no centro de investigações por corrupção e lavagem de dinheiro, evidenciando como o uso das emendas pode refletir em redes de corrupção. Essa prática de distribuição política se torna mais grave quando pensamos que 39% das doações não vêm acompanhadas de emendas, mas ainda sim possuem marca política.

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A Codevasf se defende alegando que atua com total transparência, mas a realidade é que a falta de clareza sobre as emendas e a circulação de recursos formam uma nebulosa que precisa ser desmantelada. Enquanto o poder se perpetua nas mãos de poucos, os cidadãos precisam estar atentos. O que você pensa sobre essa dinâmica? Vamos discutir!

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