Resgates em alta levam gigante a restringir saques em fundo de crédito

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No segundo trimestre deste ano, o Ares Strategic Income Fund, um fundo de crédito privado gerido pela Ares Management, enfrentou uma onda de pedidos de resgate que superou US$ 1,5 bilhão, correspondendo a 14,4% do seu patrimônio líquido. Isso representa um aumento em relação aos 11,6% do primeiro trimestre. O fundo, que possui um patrimônio próximo de US$ 11 bilhões e um portfólio de investimento de cerca de US$ 22 bilhões, conseguiu atender apenas um terço das solicitações, respeitando o limite de 5% por trimestre definido em seu regulamento.

A Ares Management, em comunicação com seus cotistas, afirmou que a maior parte dos resgates foi solicitada por investidores internacionais, incluindo instituições menores e family offices fora dos Estados Unidos. A gestora justifica sua decisão com o interesse de manter a estabilidade do fundo e proteger a maioria dos acionistas que ainda investem, além de seus credores.

Embora o fundo tenha se mantido firme, o movimento não é um caso isolado. A Morgan Stanley anunciou que irá manter restrições ao North Haven Private Income Fund, que teve 11,6% de pedidos de resgate, enquanto que a Apollo Global divulgou que as solicitações em um de seus fundos quase atingiram 17%. No total, fundos de crédito privado registraram um montante superior a US$ 17 bilhões em pedidos de resgate no segundo trimestre, com o setor conseguindo honrar cerca de um terço das solicitações.

A situação é especialmente desafiadora para os fundos semilíquidos, que oferecem janelas trimestrais de liquidez, o que tem levado à exaustão dos limites de resgate de 5% do patrimônio líquido em diversos casos. No entanto, executivos do setor destacam que os resgates nos BDCs (Business Development Companies) representam apenas uma pequena parte da atividade total no mercado de dívida privada, argumentando que as restrições atuais ajudam a evitar a venda de ativos ilíquidos a preços desfavoráveis.

Apesar dos desafios, as ações da Ares Management caíram cerca de 30% no ano, em contraste com o aumento de 7,5% do índice S&P 500 no mesmo período. Essa disparidade evidencia as tensões que o setor de crédito privado está enfrentando atualmente.

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