
Sabrina Carpenter resume sua posição diante do uso de sua música pela Casa Branca: a cantora reagiu após o governo de Donald Trump veicular a faixa Juno em um vídeo de propaganda anti-imigração. O material, divulgado nas redes no dia anterior, mostra agentes do ICE perseguindo imigrantes.
Carpenter afirmou que o conteúdo é maligno e repugnante e pediu que sua imagem e obra não fossem usadas para promover uma agenda desumana: “Este vídeo é maligno e repugnante. Nunca me envolvam, nem a minha música, em prol da sua agenda desumana.”
A edição do vídeo sincroniza cenas de detenções com a batida da canção, incluindo trechos em que imigrantes são algemados enquanto a letra sugere ações ousadas. O uso distorce o contexto original da música, que na turnê “Short and Sweet” era parte de uma brincadeira com o público.
O episódio não é isolado. Em anteriores ocasiões, artistas pop reagiram a utilizações de suas músicas por campanhas políticas. Em novembro, Olivia Rodrigo protestou contra o uso de “all-american bitch” em uma publicação oficial, e recentemente a Casa Branca utilizou “The Fate of Ophelia”, de Taylor Swift, mesmo após declarações públicas de antipatia entre a cantora e o presidente.
ICE, a agência encarregada da detenção de imigrantes irregulares, volta ao centro do debate pela forma como suas ações são apresentadas em conteúdos oficiais. Críticas apontam o uso excessivo de força e a possibilidade de prisões indevidas durante operações, alimentando a controvérsia sobre o papel da música em campanhas políticas.
Este caso evidencia como a arte pode ser instrumentalizada e reforça a necessidade de respeitar os direitos dos artistas, evitando associações que possam explorar obras para agendas controversas.
Compartilhe sua opinião nos comentários: até que ponto a utilização de músicas em campanhas políticas é aceitável, e como você acredita que jornalistas, artistas e plataformas devem agir diante dessas situações?