
A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é uma poderosa ferramenta na luta contra o HIV. Este medicamento antirretroviral, que combina tenofovir e entricitabina, permite que indivíduos em risco se protejam com eficácia. Mas como utilizá-lo corretamente para maximizar sua proteção? Vamos explorar tudo sobre a PrEP e a importância do acompanhamento médico.
Formas de Uso: Diária ou Sob Demanda
A PrEP pode ser administrada de duas maneiras: a opção diária, ideal para pessoas com alto risco de exposição ao vírus, e a sous demanda, que é a escolha de quem pode planejar suas relações. Por exemplo, alguém que utiliza a PrEP sob demanda deve tomar 2 comprimidos entre 2 e 24 horas antes da relação sexual, seguido por uma dose 24 horas depois e outra 24 horas após a segunda dose. Essa estratégia é perfeita para quem tem relações menos frequentes.
Quem deve considerar a PrEP?
A PrEP é recomendada para aqueles que se encontram em situações de maior vulnerabilidade, como quem frequentemente não utiliza camisinha ou já recorreu à Profilaxia Pós-Exposição (PEP) em múltiplas ocasiões. Adicionalmente, é essencial para profissionais do sexo ou indivíduos que praticam chemsex. O acesso é facilitado pelo SUS, a partir dos 15 anos, garantindo que a proteção esteja ao alcance de todos.
É importante ressaltar que a PrEP não substitui as práticas de prevenção tradicionais, como o uso de camisinha, pois não protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Assim, continuar realizando exames preventivos é imprescindível.
O que fazer se não usei PrEP e houve exposição?
Em caso de possível exposição ao HIV, como em relações sexuais sem proteção, a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) deve ser uma prioridade. Com eficácia em até 72 horas após a exposição, a PEP consiste em um tratamento de 28 dias e requer suporte médico constante.
Receber um diagnóstico positivo para HIV não é o fim do caminho. O primeiro passo é confirmar o resultado com dois testes. Caso a confirmação ocorra, o paciente deve buscar o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) para iniciar o tratamento antirretroviral, que é gratuito e essencial para manter a saúde e prevenir a transmissão do vírus.
A adesão ao tratamento e o acompanhamento contínuo podem permitir uma vida plena e saudável, possibilitando que as pessoas alcancem a carga viral indetectável, ou seja, não transmitem mais o HIV.
Coloque sua saúde em primeiro lugar e compartilhe este conhecimento com outras pessoas que possam se beneficiar. O diálogo e a informação são essenciais na luta contra o HIV.