
A cidade de São Paulo, embora ostente a maior rede de ciclovias do Brasil com 737 km, ocupa apenas a oitava posição quando se analisa a proporção de ciclovias em relação à malha viária total. Enquanto as ciclovias representam meros 3,7% das ruas da capital, cidades como Fortaleza e Salvador superam este índice, destacando-se como modelos de mobilidade urbana.
**Um Retrato da Mobilidade em Crise**
O estudo da Aliança Bike revela que Fortaleza, com 8,3% de sua malha viária destinada a ciclovias, lidera o ranking, seguida por Salvador com 7,1%. O diretor executivo da Aliança, Luiz Saldanha, destaca que um padrão mínimo de 10% seria ideal para garantir a segurança e o conforto dos ciclistas. Para entender a gravidade, imagine uma cidade onde andar de bicicleta é uma opção viável, não um risco.
Além das frações que compõem as ciclovias, uma auditoria cidadã feita pela vereadora Renata Falzoni revelou falhas sérias na infraestrutura, como trechos inadequados e sinalizações precárias. Um exemplo emblemático é a Rua Butantã, que tem uma “ciclolinha” em vez de uma ciclovia adequada, dificultando a mobilidade dos ciclistas e gerando revolta entre entregadores que se sentem abandonados.
**Um Chamado à Ação para a Mobilidade Sustentável**
Se a meta do Plano de Mobilidade de São Paulo é ter 1.800 km de ciclovias até 2028, pouco foi concretizado até agora. A população anseia por um futuro onde ciclistas possam andar com segurança e dignidade pelas ruas, mas essa mudança começa com a pressão comunitária por melhorias e um debate produtivo sobre mobilidade.
Qual é a sua opinião sobre a infraestrutura cicloviária em sua cidade? Você já enfrentou dificuldades enquanto pedalava? Compartilhe suas experiências nos comentários e vamos debater como podemos transformar a mobilidade urbana!