Na última quarta-feira, dia 2, uma notícia vibrante reverberou pelos corações dos amantes da música brasileira: o Senado Federal aprovou a criação do Dia Nacional da Axé Music, que será celebrado anualmente em 17 de fevereiro. Esta proposta, idealizada pela deputada baiana Lídice da Mata (PSB-BA), já tinha conquistado a aceitação da Câmara dos Deputados em fevereiro e agora aguarda a sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A escolha da data não é mera coincidência. 17 de fevereiro remete ao lançamento de “Fricote”, a icônica música de Luiz Caldas, que em 1985 se tornou um marco para o Axé Music. Com o passar dos anos, esse movimento não só transformou a cena musical da Bahia, mas também alçou a música baiana a novos patamares, ganhando reconhecimento nacional e internacional. O termo “Axé Music” só foi definido em 1987, dois anos depois do sucesso da canção que deu início ao fenômeno.
Para Lídice da Mata, a criação do Dia Nacional da Axé Music não é apenas um tributo à música; é um reconhecimento da relevância histórica, cultural e social do gênero. “É uma celebração de um movimento que levou a música da Bahia para o mundo, com raízes negras profundas e um forte impacto social”, ressalta a deputada.
Com a aproximação do aniversário de 40 anos da Axé Music em 2025, este passo se torna ainda mais significativo. O projeto foi aprovado em regime de urgência e, na Câmara, contou com a relatoria do deputado baiano Daniel Almeida (PCdoB-BA), sendo aceito com expressivos 269 votos favoráveis.
Durante uma audiência pública promovida em 2023 pela Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, artistas, pesquisadores e especialistas reforçaram o papel do axé como um símbolo das expressões culturais negras no Brasil, além de ser um motor da economia criativa da Bahia, especialmente no carnaval. Que tal compartilhar suas memórias e desafios relacionados à Axé Music? Deixe seu comentário abaixo!