O senador Weverton Rocha (PDT-MA) se manifestou após ser indiciado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Acusado de advocacia administrativa, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, o político refuta as alegações, chamando a investigação de “fragilidades gritantes”.
Respostas do Senador
Em uma nota, Weverton argumenta que não há provas concretas para justificar seu nome no relatório. “Não existe nenhum ato que indique minha participação em uma estrutura criminosa ou recebimento de valores desviados”, diz. Sua defesa destaca o caráter duvidoso das investigações, caracterizando-as como “irresponsabilidade de inspiração lavajatista”.
O relator do caso, Gaspar, fundamentou o indiciamento em sua atuação como “articulador” dentro da administração pública, permitindo a expansão de um sistema de descontos indevidos nos benefícios previdenciários. “O parlamentar atuou como o articulador que garantia a fluidez dos interesses do grupo”, afirma o relatório.
Escândalo Revelador
O escândalo do INSS, exposto pelo Metrópoles em 2023, revelou que a arrecadação com descontos de aposentados disparou para R$ 2 bilhões em um ano. Apesar das fraudes, as associações enfrentaram milhares de processos relacionados a filiações irregulares. As denúncias do portal auxiliaram na abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e na Operação Sem Desconto, que resultou na demissão de figuras proeminentes, como o presidente do INSS.
Em outro ponto, o relatório menciona o uso de uma aeronave de luxo, adquirida em janeiro de 2022, por um associado ao senador. Essa situação, segundo Gaspar, tem como objetivo ocultar a utilização de bens de uma organização criminosa. A defesa do senador rebate, afirmando que documentos e depoimentos não possuem validade jurídica, reforçando que não há provas concretas de seu envolvimento.
A questão que permanece é: será que as alegações podem realmente ser sustentadas? A sociedade deve ficar atenta ao desenrolar deste caso. O que você acha das acusações? Compartilhe sua opinião nos comentários!