Agência Nacional de Energia Elétrica justificou que ‘as condições de afluência dos reservatórios das usinas hidrelétricas, abaixo da média, não estão favoráveis para a geração de energia’
Divulgação/Aneel

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (29) a manutenção da bandeira tarifária vermelha patamar 2 para setembro. A decisão significa uma cobrança extra de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos, o mesmo valor aplicado em agosto. Segundo cálculos da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), de cinco cenários possíveis, três apontavam para a manutenção da bandeira vermelha 2 e dois para a adoção da vermelha 1. A Aneel justificou que “as condições de afluência dos reservatórios das usinas hidrelétricas, abaixo da média, não estão favoráveis para a geração de energia”. Por isso, há maior necessidade de acionar usinas termelétricas, que têm custos mais altos.
O ano de 2024 terminou com bandeira verde nas contas de luz, mas, a partir de fevereiro, houve piora nas perspectivas de chuvas. Em junho, foi acionada a bandeira vermelha 1, mantida em julho. Em agosto, houve avanço para o patamar 2, que segue em setembro. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) continua analisando cenários hidrológicos de longo prazo para prever impactos da queda de chuvas e baixo nível dos reservatórios. Esse monitoramento também influencia o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). Quanto maior o risco para o sistema, mais elevado tende a ser o PLD, o que leva ao maior uso de termelétricas e, consequentemente, ao acionamento de bandeiras tarifárias com custos adicionais ao consumidor.
*Com informações do Estadão Conteúdo