Shell considera a venda de parques eólicos em alto-mar por mais de US$ 1 bilhão

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A Shell está preparando a venda de seus parques eólicos offshore, sinalizando uma mudança estratégica em direção ao foco em combustíveis fósseis, que oferecem maior retorno financeiro. A movimentação, que pode gerar mais de US$ 1 bilhão, foi confiada a consultores do Rothschild & Co. e da PJT Partners, com previsão de iniciar ainda este ano e ser finalizada até 2027.

A decisão de vender essas unidades segue uma tendência de cortes de custos e desinvestimentos de ativos de baixo retorno, iniciada pelo CEO Wael Sawan, que assumiu há mais de três anos. Essa mudança representa um distanciamento da estratégia anterior da empresa, que buscava diversificar seus negócios em energias renováveis, incluindo uma forte ênfase na energia eólica.

A Shell já havia se desfeito de sua unidade europeia de renováveis onshore e também da Sprng Energy, empresa indiana adquirida em 2022 por US$ 1,55 bilhão. Além disso, no ano passado, a companhia abandonou planos para desenvolver parques eólicos offshore na Escócia. Essas ações reduzirão significativamente sua presença no segmento de energia limpa.

Antigamente, a Shell tinha a ambição de ser uma potência em energia renovável, com a meta de se tornar a maior produtora de eletricidade do mundo. No entanto, com Sawan à frente, essa visão foi abandonada em favor de um retorno mais consistente para os acionistas.

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