STF inicia pagamento de salários a terceirizados da comunicação, mas sem garantias de FGTS

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A situação dos trabalhadores terceirizados da comunicação do Supremo Tribunal Federal (STF) tornou-se crítica. Em uma reunião recente, a interventora da Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac) revelou que a conta da fundação apresenta um saldo negativo de R$ 59, mesmo após o STF ter efetuado pagamentos. A falta de pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outras verbas rescisórias vem gerando descontentamento, levando os empregados a aprovar uma greve que começará à meia-noite da próxima segunda-feira (15/6).

Os terceirizados, que atuam na TV Justiça e na Rádio Justiça, aprovaram a paralisação após frequentemente enfrentarem atrasos salariais. A remuneração referente ao mês de junho, que deveria ter sido creditada no dia 8, só foi paga após a decisão de organizar a greve. Mais de 80 profissionais participaram da assembleia, representando mais da metade do total de trabalhadores da instituição.

A Fundac, além de administrar a TV Justiça e a Rádio Justiça, é responsável pelos contratos de diversos jornalistas e designers. Contudo, a fundação já sofreu sanções, como a proibição de participar de licitações para serviços que podem totalizar até R$ 30 milhões anuais. Apesar disso, a Fundac entrou na Justiça e conseguiu participar do edital, mas foi desclassificada devido a irregularidades.

Com a troca de contrato prevista, os funcionários expressam preocupação em relação ao pagamento de verbas rescisórias e outros direitos. A interventora confirmou a situação financeira delicada ao indicar o saldo negativo em contas, o que intensifica o receio de que direitos trabalhistas não sejam honrados.

Em comunicado, o STF esclareceu que os pagamentos à Fundac ocorrem como previsto, e que os atrasos salariais são responsabilidade da própria fundação. Os contratos atuais estão em fase de finalização e medidas administrativas contra a entidade já foram estabelecidas. O Supremo destaca que a responsabilidade pelo pagamento de salários e benefícios é da Fundac, embora continue a supervisionar a execução contratual.

A Fundac possui mecanismos de garantia para as obrigações trabalhistas, porém, devido às irregularidades, o STF adotou medidas de apuração de responsabilidade, incluindo a proibição de licitar com a fundação. Além disso, processos licitatórios estão em andamento para substituir a entidade.

Diante desse cenário conturbado, a situação permanece em monitoramento. É importante que os trabalhadores expressem suas preocupações e busquem soluções para garantir seus direitos. Você já enfrentou uma situação semelhante no trabalho? Compartilhe sua experiência nos comentários!

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