STJ analisa caso de detento que utilizou mulher para entrar com drogas em calcinha

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A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) se prepara para um julgamento que pode redefinir a responsabilidade penal no contexto de tráfico de drogas. A questão gira em torno de um casal: a esposa foi pega tentando entrar em um presídio com maconha escondida na calcinha, enquanto o marido, que solicitou a entrega da droga, enfrenta a possibilidade de absolvição.

Responsabilidade em Questão

O marido, condenado a 7 anos e 11 meses de prisão pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) por tráfico de drogas, teve sua situação reavaliada pelo relator, ministro Joel Paciornik. Ele argumenta que a mera solicitação de entorpecente — sem a efetiva entrega — não pode ser classificada como ato criminoso, mas sim como um ato preparatório. Isso levanta um importante questionamento: até onde vai a responsabilização por atos não consumados?

“A única ação imputada ao ora agravado foi de solicitar à companheira a entrega de 36g de maconha no presídio. A interceptação da droga antes da entrega impede a configuração da figura típica do art. 33, caput, da Lei de Drogas”, destacou o ministro.

Uma Tentativa Frustrada

A situação se complicou no dia 30 de junho de 2024, quando a esposa foi flagrada na Penitenciária de Irapuru (SP) tentando introduzir maconha no local. O casal havia combinado essa ação, que foi interceptada pelos agentes penitenciários. Durante a revista, o forte cheiro de maconha levou à descoberta da droga escondida na calcinha da mulher, que afirmava que a substância era destinada ao esposo.

A Justiça de São Paulo concluiu que o casal atuou em conluio, mas agora, a análise do STJ poderá transformar a interpretação da lei em casos semelhantes. O que está em jogo não é apenas a liberdade de um homem ou os direitos de uma mulher, mas o próprio entendimento da participação em delitos que não chegam a ser consumados.

Imagem do caso

À medida que o STJ se prepara para decidir se a solicitação de entrega de entorpecente, sem a efetiva entrega, é impunível, a sociedade aguarda ansiosamente pela resolução. O desfecho desse caso poderá servir de precedente importante sobre a aplicação da lei em situações de tráfico de drogas.

Quais são suas opiniões sobre a responsabilidade em casos de tráfico não consumado? Como você avalia a interação entre a lei e a moralidade? Deixe seu comentário e participe da discussão!

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