Talibãs paquistaneses dizem não estar envolvidos em explosão em Islamabad

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Atentado em Islamabad

Um som ensurdecedor que ecoou nas ruas de Islamabad deixou um rastro de devastação e dor. Nesta terça-feira, 11 de novembro de 2025, um atentado suicida na entrada de um tribunal da capital paquistanesa resultou em pelo menos 12 mortes e 27 feridos, conforme anunciado pelo ministro do Interior, Mohsin Naqvi. A tragédia aconteceu em um momento de intenso movimento, quando centenas de pessoas aguardavam para adentrar o complexo judicial.

O porta-voz do grupo Tehreek-e-TalibanPakistan (TTP), Mohammad Khorasani, rapidamente se manifestou, negando qualquer envolvimento no ataque. Ele declarou que “o TTP não está vinculado à explosão que ocorreu no tribunal de Islamabad”, contradizendo alegações anteriores de fontes de segurança do Paquistão que apontavam o grupo como principal suspeito. Até aquele momento, nenhum outro grupo havia reivindicado a responsabilidade pela ação terrorista.

A tragédia começou às 12h39, horário local, quando o atacante, frustrado pela segurança rígida do local, mudou seu alvo de uma tentativa de infiltração para uma van da polícia que chegava. Naqvi detalhou a brutalidade do ato, descrevendo os danos causados e destacando a prioridade das autoridades em identificar o autor.

Esse ataque não é um incidente isolado; surge em um contexto preocupante de crescente violência no Paquistão, exacerbada desde que os talibãs tomaram o poder no Afeganistão em 2021. O governo paquistanês acusa Cabul de ser um abrigo para insurgentes do TTP, uma alegação que o regime afegão refuta oficialmente.

A dor em Islamabad ressoou ainda mais em meio a eventos trágicos em toda a região, como o explosão recente em Nova Délhi, que resultou na morte de oito pessoas. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, prometeu justiça, enquanto as ruas de Islamabad se tornavam um lembrete sombrio da fragilidade da segurança e da crescente ameaça de extremismo na região.

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