
O recente ataque racista direcionado ao juiz do TJDFT, Fábio Esteves, e à juíza auxiliar do STF, Franciele Pereira, suscitou manifestações de repúdio de instituições judiciais. As ofensas ocorreram durante um evento virtual, evidenciando um grave problema de racismo estrutural ainda presente na sociedade brasileira.
Ofensas Racistas em Evento Virtual
Durante sua breve participação no evento promovido pela Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Paraná em 18 de março, o juiz Fábio Esteves foi alvo de comentários vergonhosos e racistas no chat da transmissão. Frases como “Como que tira esse pontinho preto da tela” e “esse veio da senzala” destacaram a intolerância presente na audiência.
O TJDFT, por meio de seu presidente em exercício, o desembargador Roberval Belinati, manifestou “veemente repúdio” e ressaltou que essas ofensas são também um ataque à Justiça e às instituições que defendem os direitos humanos. “O racismo é inaceitável e incompatível com os valores constitucionais”, afirmou Belinati.
Ações Judiciais em Curso
A OAB Nacional, em nota, apoiou os magistrados e enfatizou a necessidade de responsabilização dos autores das ofensas. A presidente da Comissão Nacional de Promoção da Igualdade, Clara Arlene Ferriera, destacou que esse evento revela a persistência de práticas de racismo e tentativas de deslegitimação de carreiras comprometidas com justiça social.
O STF e o CNJ também se manifestaram, considerando o episódio “absolutamente intolerável”. As instituições garantiram que todas as providências legais estão em andamento, incluindo o bloqueio de comentários ofensivos e a preservação de provas digitais para apuração criminal. Uma colaboração com as autoridades da Comarca de Loanda foi iniciada para identificar os responsáveis.
Esses ataques não são apenas incidentes isolados; eles refletem um problema maior que a nossa sociedade precisa enfrentar com urgência. Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da luta contra a discriminação.