Tren de Aragua: facção venezuelana cruza fronteiras e invade países

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No coração da Venezuela, em 2012, nasceu a facção criminosa Tren de Aragua, formada por criminosos que, atrás das grades da penitenciária de Tocorón, elaboraram um ambicioso plano de expansão. De um grupo local, a facção rapidamente transcendeu as fronteiras, criando um verdadeiro império do crime em um espaço de poucos anos.

Entre 2018 e 2023, a Tren de Aragua conseguiu se infiltrar em diversos países da América Latina. Sua presença foi registrada na Colômbia, Peru e Chile, com relatos de atividades também no Equador, Bolívia e Brasil. Recentemente, começaram a surgir indícios de sua atuação no Panamá e México, sugerindo que suas operações se estendem até cidades na Espanha e Estados Unidos.

No Brasil, a facção se aliou ao famoso Primeiro Comando da Capital (PCC), uma parceria que amplifica ainda mais seu alcance. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, mencionou o grupo ao discutir a urgência na reforma da segurança pública, evidenciando que mais de 80 facções operam em presídios brasileiros, destacando a necessidade de uma ação coordenada das forças policiais.

Durante sua escalada criminosa, a Tren de Aragua diversificou suas atividades, que vão muito além do tráfico de drogas e armas. O grupo agora se envolve em extorsão, sequestros, tráfico de pessoas para exploração sexual, contrabando e crimes cibernéticos. O método brutal de atuação inclui ocupações de territórios e severas punições para desobedientes, com práticas que lembram as facções mais temidas do Brasil.

Relatórios apontam que o Tren de Aragua aplica punições drásticas, como assassinatos e esquartejamentos, para reforçar seu controle e temor.

O líder supremo da facção é Hector Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero. Com uma longa ficha criminal, ele escapou de uma operação policial em 2018, utilizando túneis subterrâneos para se evadir da prisão. Ao lado dele, cofundadores como Yohan José Romero, o “Johan Petrica”, são responsáveis pela manutenção de operações ilegais, incluindo a mineração e o tráfico de armamento de alto poder.

Em julho deste ano, o Departamento do Tesouro dos EUA tomou uma posição firme, sancionando Guerrero e seus associados, incluindo outros membros da facção que atuam como aliados em atividades violentas e criminosas.

Os sancionados incluem:

  • Josué Ángel Santana Peña, “Santanita”, envolvido em homicídios e terrorismo;
  • Wilmer José Pérez Castillo, acusado de matar agentes de segurança;
  • Wendy Marbelys Ríos Gómez, esposa de Niño Guerrero;
  • Félix Anner Castillo Rondón, conhecido como “Pure Arnel”.

Os EUA classificaram a Tren de Aragua como uma Organização Terrorista Estrangeira, evidenciando a ameaça que o grupo representa não apenas para a América Latina, mas também para a segurança dos Estados Unidos. O secretário do Tesouro insistiu na determinação de desmantelar essa rede criminosa, reafirmando o compromisso do governo em proteger as comunidades americanas.

Mas e você, o que pensa sobre a expansão do crime organizado na região? Deixe sua opinião nos comentários e vamos discutir como podemos enfrentar esse desafio juntos!

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