Trump intensifica ataques contra mulheres jornalistas: “Feia e porca”

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Em um ambiente político já marcado por tensões, as palavras de Donald Trump têm ecoado com ainda mais força recentemente. Em novembro, o ex-presidente intensificou seus ataques contra mulheres jornalistas, direcionando ofensas a pelo menos quatro delas em coletivas de imprensa. Um desses episódios ocorreu em sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida, quando uma repórter da CBS News questionou Trump sobre a culpa que ele atribuía a Joe Biden pela entrada de Rahmanullah Lakanwal nos Estados Unidos, um afegão implicado em um tiroteio que resultou na morte de uma militar.

Trump não hesitou em usar palavras duras, insinuando que a jornalista era “estúpida”, enquanto tentava desviar a responsabilidade por ações tomadas durante sua própria administração. Este padrão de hostilidade vem se repetindo com frequência, e no dia anterior, uma jornalista do The New York Times também se tornou alvo de suas críticas. A matéria em questão abordava a percepção de que Trump estava “desacelerando” em seu segundo mandato, algo que claramente não foi bem recebido por ele.

“A autora da matéria, Katie Rogers, designada para escrever apenas coisas ruins sobre mim, é uma repórter de terceira categoria, feia por dentro e por fora”, disparou Trump, focando sua ira apenas na jornalista feminina.

No dia 18 de novembro, o clima de tensão continuou durante uma reunião com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman. Apesar das denúncias de violações de direitos humanos associadas ao príncipe, Trump elogiou seu “ótimo histórico”. Uma repórter da ABC News que teve a coragem de questionar sobre o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, executado sob ordens diretas do príncipe, foi chamada de “pessoa terrível e repórter terrível” por Trump, que desdenhou de sua pergunta como “insubordinada”.

E não parou por aí. Durante um voo em direção à Malásia, uma repórter da Bloomberg questionou o ex-presidente sobre o caso Jeffrey Epstein, e Trump, desconsiderando a questão, respondeu de forma desdenhosa: “Quieta. Quieta, porquinha.” A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, apesar de tais comportamentos, defendeu Trump, afirmando que ele é “muito franco e honesto” nas suas respostas.

Essas interações não apenas revelam a dinâmica entre Trump e a imprensa, mas também levantam questões sobre o papel das mulheres no jornalismo, especialmente quando se tratam de desafios enfrentados em suas reportagens. A narrativa se desenrola em um cenário em que o respeito e a ética nas interações se tornam vitais para a saúde da democracia e da informação.

E você, o que pensa sobre o tratamento das jornalistas por líderes mundiais? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião!

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