O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom novamente nesta terça-feira (13/1), e alertou que o governo norte-americano tomará “medidas muito enérgicas” caso o Irã execute manifestantes detidos durante a onda de protestos que atinge o país há mais de duas semanas.
“Se eles fizerem isso, tomaremos medidas muito enérgicas”, afirmou Trump em entrevista à CBS News, sem detalhar quais ações poderiam ser adotadas por Washington. O presidente reagiu a informações de que o regime iraniano planeja executar manifestantes presos, incluindo o iraniano Erfan Soltani, de 26 anos.
Primeira execução marcada
Nas redes sociais, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que autoridades iranianas pretendem executar Soltani nesta quarta-feira (14/1). Segundo o comunicado, “mais de 10.600 iranianos foram presos pelo regime da República Islâmica simplesmente por exigirem seus direitos básicos”.
A nota acrescenta que Erfan Soltani está entre os detidos condenados à morte.
Trump declarou que não havia ouvido falar oficialmente sobre enforcamentos, mas reforçou o alerta.
“Quando começam a matar milhares de pessoas, e agora você me fala em enforcamento, vamos ver como isso vai acabar para eles. Não vai acabar bem”, declarou.

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Presidente dos EUA, Donald Trump
Alex Wong/Getty Images
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Protestos também foram realizados em outras regiões do Irã, como na cidade de Isfahan
Divulgação/Tasnim News Agency
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Donald Trump, presidente dos EUA
Joe Raedle/Getty Images
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Pena de morte: marcada primeira execução de manifestante preso no Irã
Reprodução redes sociais
“Ajuda dos EUA”
Questionado sobre que tipo de ajuda estaria “a caminho” para o povo iraniano, o republicano sugeriu que os Estados Unidos podem oferecer assistência econômica. “Há muita ajuda a caminho, de diferentes formas, incluindo ajuda econômica do nosso ponto de vista, o que não ajudará muito o Irã”, disse.
Mais cedo, Trump publicou uma mensagem direta aos manifestantes iranianos, incentivando-os a seguir nas ruas. “Patriotas iranianos, continuem protestando. Derrubem suas instituições. (…) A ajuda está a caminho”, escreveu.
Segundo a imprensa internacional, cerca de 2.000 pessoas já morreram desde o início das manifestações.
O regime do aiatolá Ali Khamenei impôs um apagão quase total da internet, isolando o país do exterior e dificultando a verificação independente das informações. Moradores relatam que forças de segurança estão atirando diretamente contra manifestantes.
As manifestações começaram com queixas relacionadas à crise econômica, mas evoluíram para pedidos de queda da República Islâmica, no poder desde 1979.
Trump também anunciou que qualquer país que mantenha negócios com o Irã poderá enfrentar uma tarifa de 25% sobre o comércio com os Estados Unidos, ampliando a pressão econômica sobre Teerã.



