Um desastre devastador abalou as Filipinas: o tufão Kalmeagi deixou um rastro de destruição, com pelo menos 140 vidas perdidas e 127 pessoas desaparecidas apenas nas províncias centrais. O presidente Ferdinand Marcos Jr. não hesitou em decretar estado de emergência diante da magnitude da tragédia.
Cerca de 2 milhões de filipinos foram impactados, sendo que 560 mil moradores foram forçados a deixar suas casas. Desses, aproximadamente 450 mil buscaram abrigo em locais de emergência, segundo a Defesa Civil. O tufão causou não só enchentes, mas também deslizamentos de terra, ampliando ainda mais o desastre.
Cebu, uma das províncias mais afetadas, já havia sofrido um tremor de terra de magnitude 6,9 apenas dias antes, resultando em 79 mortes. Agora, a ilha de Negros enfrentou a fúria do tufão com o deslizamento de um vulcão, tragédia que resultou em pelo menos 30 mortes e destruição de habitações.
Após devastar o território filipino, Kalmeagi ao invés de enfraquecer, ganhou força e agora se dirige ao Vietnã, que deve sentir seu impacto nesta quinta-feira (6/11).
Por que as Filipinas estão tão suscetíveis a desastres naturais? Localizadas no Círculo de Fogo do Pacífico e no principal cinturão de tufões do mundo, o país enfrenta cerca de 20 tufões anualmente. Além disso, abriga pelo menos 15 vulcões ativos, tornando-se um local onde a natureza, em sua força, não perdoa.