Como checar o histórico de violência antes de um encontro: confira o vídeo.

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No início de um relacionamento, a segurança deve ser uma prioridade. De janeiro a março de 2026, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) registrou mais de 81 mil medidas protetivas para mulheres em risco. Essa realidade alarmante demanda que as mulheres estejam atentas, usando ferramentas simples para verificar a segurança de seus parceiros.

Consultas Judiciais: Uma Arma de Proteção

As autoridades de segurança pública do Distrito Federal, como o secretário Alexandre Patury e a chefe da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, Adriana Romana, orientam sobre como identificar potenciais agressores. Em um vídeo viral, uma guarda civil do Espírito Santo mostrou como consultar processos judiciais online usando apenas o nome completo do possível parceiro, revelando se existe algum registro de violência.

Entretanto, muitos agressores não possuem históricos criminais, pois 70% dos crimes de feminicídio não são notificados. Essa subnotificação é o que torna a vigilância ainda mais crucial para as mulheres. Um aviso claro: “As pessoas que cometem agressões muitas vezes não têm antecedentes. A violência pode se manifestar de formas sutis antes de se tornar explícita”, alerta Patury.

Sinais de Alerta e Cuidado

Além das verificações formais, observar comportamentos é vital. As primeiras indicações de um relacionamento abusivo podem ser sutis, como tentativas de controle disfarçadas de preocupação. “Se um parceiro tenta controlar sua roupa, amizade ou redes sociais, isso é um sinal de alerta”, enfatiza Adriana Romana.

O primeiro encontro deve ser em locais públicos e movimentados, permitindo que a mulher avalie o comportamento do parceiro. Manter amigos informados sobre o encontro é essencial. “Não se isole. Uma rede de apoio pode perceber sinais que você talvez não veja”, aconselha Patury.

Além disso, a pressa em oficializar um relacionamento pode ser perigosa. “Conhecer bem a pessoa antes de se abrir é fundamental! Cuidado é a chave. Pequenas atitudes que parecem inofensivas podem se transformar em grandes problemas”, completa Adriana.

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Se sinais de abuso surgirem, ignorá-los pode ter consequências devastadoras. “Pequenos comportamentos abusivos devem ser levados a sério. Você não pode normalizar ações que te diminuem”, alerta Patury. A intuição feminina também desempenha um papel crucial na proteção; desconfianças inicialmente sutis não devem ser desconsideradas.

Em situações de risco, é essencial buscar ajuda. O telefone 190 aciona a polícia, enquanto o 180 oferece suporte especializado para mulheres. Renata, tenente-coronel da Polícia Militar do DF, enfatiza a seriedade de ameaças e comportamentos controladores. “Isso não é amor, é controle. Busque ajuda”, finaliza.

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