Venezuela recusa assistência do novo presidente colombiano após terremotos

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Venezuela rejeita proposta da Colômbia para liderar reconstrução após terremotos

O governo da Venezuela, sob a liderança de Delcy Rodríguez, recusou a proposta do presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, para que Bogotá assumisse a responsabilidade pela recuperação das áreas afetadas pelos terremotos de junho. A administração venezuelana enfatizou que a responsabilidade de recuperação é exclusiva do Estado venezuelano e não haverá coordenação com o novo governo colombiano.

A declaração ocorreu após De la Espriella sugerir que a Colômbia deveria liderar esforços na reconstrução, especialmente em La Guaira, uma das regiões mais impactadas. O governo venezuelano expressou surpresa com as reivindicações do presidente colombiano, destacando que já mobilizou suas capacidades instituicionais para lidar com a situação.

“O Governo da República Bolivariana da Venezuela observou com surpresa as recentes declarações do Sr. Abelardo de la Espriella, presidente eleito da República da Colômbia”, afirmou o governo de Caracas.

Além disso, o comunicado agradeceu as demonstrações de solidariedade da comunidade internacional, mas reafirmou que qualquer cooperação terá que ser acordada soberanamente pela Venezuela. Não há, até o momento, qualquer plano de colaboração com o novo governo colombiano.

Proposta da Colômbia

Durante um evento na última sexta-feira (10/7), De la Espriella declarou que a reconstrução da Venezuela deve ser uma prioridade para a Colômbia, iniciando a elaboração de um plano com essa finalidade. Ele designou o futuro ministro da Defesa para organizar uma equipe de engenheiros militares que trabalharão em conjunto com a iniciativa privada.

O presidente eleito também pretende iniciar negociações com os Estados Unidos para viabilizar essa proposta.

Balanço da tragédia

O governo venezuelano atualizou os números da tragédia, informando que 4.333 pessoas perderam a vida, 16.740 ficaram feridas e 6.462 foram resgatadas. A situação crítica ainda deixa 17.907 desabrigados, com 190 edifícios desabados e 856 danificados. Desde os terremotos, foram registradas 1.202 réplicas, e cerca de 30 mil pessoas estão mobilizadas nas operações de resgate e assistência humanitária.

E você, o que pensa sobre a rejeição da Venezuela à proposta colombiana? Deixe sua opinião nos comentários!

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