Sobreviventes de abusos pressionam Igreja em busca de justiça contra padres e bispos

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Uma em cada seis pessoas conhece alguém que foi vítima de violência sexual cometida por líderes religiosos, de acordo com pesquisa do Instituto IDEIA. No contexto da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em abril deste ano, vítimas exigem ações concretas da Igreja Católica frente aos abusos que permeiam suas esferas.

Uma carta aberta, redigida por uma das vítimas, expõe que o silêncio da Igreja é uma escolha deliberada que prejudica ainda mais aqueles que sofrem. “Não é possível falar de Igreja em missão enquanto a ferida dos abusos mantém-se ignorada”, destaca a correspondência.

O Apelo por Ação

A carta caracteriza a ausência de respostas dignas como uma “fragilidade pastoral” e uma “crise de credibilidade” na instituição. É um grito de alerta: as falhas no tratamento das denúncias têm um alto custo emocional para as vítimas, que frequentemente enfrentam o silêncio e a omissão.

“Casos de abuso não são anuências isoladas, mas uma prática que persiste em diversos contextos”, aponta o documento. A autora conclui que “não há futuro possível para uma Igreja que não encarou a verdade das suas vítimas”.

Casos de Abuso e Ignorância

Um relato específico menciona o bispo alemão Dom Frei Bernardo Johannes Bahlmann, da diocese de Óbidos, no Pará, acusado de abuso sexual e coercitivo. Denúncias ficam encobertas, enquanto as vítimas se sentem intimidadas a falarem, temendo as consequências. Bahlmann, vinculado a grandes corporações de mineração, perpetua uma cultura de silêncio.

Dom Alberto Taveira Correia, arcebispo emérito de Belém do Pará, também está no centro de acusações, tendo sido enquadrado junto a quatro ex-seminaristas em casos de assédio. Apesar de ações coletivas que pedem o afastamento dele, a Igreja não se manifesta. A falta de resposta revela a proteção à negligência e um sistema falho.

É essencial que a CNBB se pronuncie e assuma sua responsabilidade. O que vemos são ecos de vozes silenciadas na história e um clamor por mudanças. Em tempos de transformação, a Igreja precisa escutar e agir. Como você vê essa situação? Compartilhe sua opinião.

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