
Após um período desafiador, os analistas da XP Investimentos estão otimistas em relação ao futuro das distribuidoras de energia no Brasil. Apesar de 2025 ter sido um ano marcado por desempenhos insatisfatórios (underperform), a previsão é que o segmento brilhe em 2026, impulsionado por uma recuperação sólida nas operações e melhoria nas margens de lucro.
Expectativas Renovadas para 2026
A XP ajustou suas recomendações e destacou empresas como Energisa (ENGI11) e Equatorial (EQTL3) como obrigatórias para investidores. Enquanto Cemig (CMIG4) foi mantida como neutra, Light (LIGT3) e Copel (CPLE3) foram elevadas a “compra”, em contraste com o rebaixamento da CPFL (CPFE3) para venda. Segundo os especialistas, muitas das más notícias já estão refletidas nos preços, o que deve favorecer um desempenho menos volátil nas ações.
O otimismo está ancorado nas expectativas de que as distribuidoras alcançarão crescimento de 54% e 50% em 2025. Com empresas como Axia Energia (AXIA3; AXIA6), Eneva (ENEV3) e Sabesp (SBSP3) projetando até 105% de crescimento, o segmento parece estar se reerguendo.
Mudanças na Regulação
Outro elemento que poderá influenciar o cenário é a nova agenda regulatória da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). As discussões em torno da criação de incentivos e a atualização da inadimplência regulatória são cruciais. A ANEEL pode introduzir novas metodologias, especialmente em relação ao Fator X, que ajusta tarifas com base na eficiência das distribuidoras.
Para a Light, os analistas esperam uma revisão das metodologias de perdas, possivelmente criando “Áreas com Severas Restrições Operacionais.” Com isso, a XP vê as distribuidoras se tornando uma escolha atrativa para investidores que buscam empresas com alta sensibilidade à queda das taxas de juros, em um cenário de possível redução da Selic.
À medida que o segundo semestre avança em um ano eleitoral, a XP mantém uma visão otimista sobre a trajetória dos juros, prevendo que 2026 será um ano marcado por oportunidades para empresas que possuem alta alavancagem e longa duração. E você, está preparado para investir nesse novo ciclo?