O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato à presidência pelo Novo, criticou a política externa do Brasil e o impacto do “tarifaço” imposto por Donald Trump. Em evento em São Paulo, Zema destacou que o Brasil está se distanciando do Ocidente ao se aproximar da China, o que, segundo ele, leva a uma vulnerabilidade nas exportações.
Zema apontou essa tendência como um problema histórico, atribuindo-a à atuação do Itamaraty, especialmente desde o governo do PT. “Acho que a relação com a China é crucial, mas estamos criando uma dependência perigosa, o que pode trazer dificuldades futuras”, comentou.
Esse tema foi ilustrado pela experiência do ex-governador no varejo, onde sempre evitou a concentração de clientes, ressaltando que depender de um único parceiro pode ser arriscado. Ele afirmou que o PT tomou essa direção ao priorizar a relação com Pequim.
Ao ser questionado sobre a influência da família Bolsonaro no tarifaço, Zema creditou mais ao governo do PT, embora reconhecesse que a conexão da família com Trump poderia ser útil nas negociações. Para ele, as sanções americanas, se formalizadas, exigiriam que o Brasil fosse cauteloso nas respostas, para evitar aumentar os custos para os consumidores.
“A lei de reciprocidade precisa ser ponderada. Respostas automáticas podem ter efeitos opostos”, alertou Zema, citando como exemplo as restrições de vistos que poderiam afetar o turismo no Brasil e o impacto nas questões comerciais.
Zema também comentou uma sugestão do governador Mateus Simões (Novo) sobre uma possível aliança política, afirmando que a ideia de ser vice de Flávio Bolsonaro é apenas uma ideia e não uma preocupação. “Acredito que o apoio mútuo entre o PSD e o Novo em Minas Gerais continua firme”, encerrou.
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