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Eduardo Bolsonaro diz que não se arrepende de xingar deputado petista: ‘Esquerda provoca até a pessoa reagir’

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta quinta-feira, 20, não ter medo de ser cassado pelo Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar. Após protagonizar o episódio em que foi para cima do deputado Dionilso Marcon (PT-RS) durante uma discussão na reunião da Comissão de Trabalho, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse não ter se desculpado e culpou a esquerda por, segundo ele, estimular reações agressivas. “Eles falam tanto de crime de ódio, mas ficam estimulando esse tipo de conduta”, defendeu em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan News. “Vi meu pai com as tripas para fora, meus irmãos, minha família. Por um milagre ele não faleceu. E ouvir chacota da esquerda que não tem qualquer tipo de escrúpulo?” questionou Eduardo, que ponderou: “Os apoios que estou recebendo, não apenas de parlamentares, demonstram que estou certo”.

O episódio na reunião da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados começou durante uma votação. Ao microfone, Eduardo criticava a esquerda e relembrava o episódio que seu pai sofreu uma facada durante a campanha política em Juiz de Fora, nas eleições de 2018, quando Dionilso Marcon teria debochado do ferimento do ex-presidente e classificado o episódio como falso. “Dar uma facada no seu bucho, eu quero ver o que você vai fazer, seu Zé. Opinião política é facada fake? Vai te catar, rapaz. Vire homem”, disparou o filho de Bolsonaro na ocasião, levantando e partindo para cima do colega. “Vai tomar no **, seu viado”, gritava Eduardo. À Jovem Pan, o parlamentar admitiu que estava “respirando fundo” para manter a calma diante das provocações, quando teria ouvido que a facada “sangrou pouco”.

“Quando ele falou que sangrou pouco eu não me contive e fui para cima dele, porque muitas das vezes o deputado está seguro que nada vai acontecer, mas isso foge ao ambiente de debate”, justificou Eduardo Bolsonaro. Nas redes sociais, o deputado Dionilso Marcon afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) vai entrar com uma representação no Conselho de Ética da Casa Baixa contra o filho de Bolsonaro por quebra de decoro. Apesar dos palavrões ditos e do episódio, Eduardo diz não temer uma possível cassação de seu mandato parlamentar: “As consequências são muito favoráveis a mim”. “Confesso que ainda estou estudante a possibilidade de representá-lo ou não. De antemão, o presidente Valdemar Costa Neto [do PL] já falou que me apoiaria. (…) Estou bem tranquilo, porque sei que estou com a razão. As imagens estão para todos verem e qualquer um que se coloque ao meu lugar teria uma atitude semelhante ou até mais agressiva”, concluiu.

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