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Fila para venda de show de Taylor Swift tem ameaça e agressão em São Paulo: ‘Isso vai dar em morte’

Antes mesmo da abertura oficial, programada para às 10h de segunda-feira, 12, a venda de ingressos para os shows da cantora Taylor Swift no Brasil foi marcada por agressões e confusão na fila da bilheteria – tanto no estádio Allianz Parque, em São Paulo, quanto no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. Pelas redes sociais, fãs relataram ameaças sofridas por cambistas com armas, além de ataques com cadeiras e outros objetos. Pessoas que acamparam no bairro da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista, desde o final da noite de sábado, também disseram ter perdido o lugar por conta de ultrapassagens na fila.

Desde às 16h de domingo, a produtora do evento – a Time for Fun (T4F) – iniciou a distribuição de senhas para o público na avenida Francisco Matarazzo, fechando a fila para novos compradores. A ação causou estranhamento dos fãs, que, segundo relatos, teriam sido informados que a entrega seria somente a partir das 18h, mediante apresentação do número de CPF. A fila preferencial para idosos, pessoas com deficiência, gestantes ou pessoas com crianças de colo foi mais um alvo de reclamações. Internautas denunciaram que cambistas usaram cadeiras de roda para entrar no espaço e depois, “milagrosamente”, voltaram a andar, além de idosos usados para guardar lugar. Diversas ações intimidatórias por parte dos cambistas também foram registradas. O ator Rylie Nef, de 19 anos, responsável por uma das barracas em frente ao estádio desde janeiro, disse que, após o fechamento da fila, ameaças verbais foram feitas aos primeiros posicionados. “Ouvi frases como ‘vamos marcar todo mundo, para roubar e deitar esses veados na porrada’ e ‘isso vai dar em morte’”, relata.

À reportagem, Rylie afirmou que os fãs precisaram colocar lonas e cobertores sobre os gradis para evitarem ser fotografados por cambistas do lado de fora da fila. De acordo com Rylie, a Polícia Militar chegou a ser acionada por volta das 19h15, mas teria ido embora quinze minutos mais tarde sem que nada fosse feito. Posicionados nas barracas com senhas, os futuros compradores também têm evitado deixar o acampamento mesmo para buscar comida ou ir ao banheiro nos estabelecimentos da região, com medo de retaliação de cambistas. Fãs que conversaram com a Jovem Pan News sob condição de anonimato disseram ter sido cercados e ameaçados de agressão. Próximo das 21h, cambistas que ficaram de fora tentaram invadir a fila. Imagens enviadas à reportagem mostram o grupo pulando as grades colocadas na calçada e agredindo o público geral. De acordo com os fãs, uma outra viatura da PM foi enviada após a confusão e chegou a retirar parte dos invasores com uso de força. Quase duas horas depois, uma representante da produtora afirmou que a Polícia iria auxiliar na organização da área.

Casos similares de agressão e ameaça também foram vistos no Rio de Janeiro. Pelas redes sociais, fãs colocaram a frase “T4F queremos respeito” como um dos assuntos mais comentados do Twitter durante a noite. Embora não haja uma lei específica que proíba a prática, cambistas costumam ser enquadrados na Lei dos Crimes contra a Economia Popular, que prevê penas de seis meses a dois anos de prisão, além de multa. Com apresentações programadas para os dias 18 de novembro, no Rio de Janeiro, e 25 e 26 do mesmo mês em São Paulo, a etapa das vendas da próxima segunda-feira será a terceira e última realizada para os shows da cantora Taylor Swift no Brasil.
A primeira etapa, exclusiva para os compradores dos shows de 2020, cancelados por conta da pandemia de Covid-19, ocorreu no dia 6 de junho. Na sexta-feira, 9, a segunda fase foi válida apenas para clientes do C6 Bank, um dos patrocinadores do evento, e chegou a ter mais de um milhão de acessos simultâneos pela internet. Em todos os casos, os ingressos foram esgotados em questão de minutos. Pela internet, algumas entradas já foram encontradas disponíveis em sites de revenda por, pelo menos, o triplo do valor original. Procurada pela reportagem para explicações sobre a segurança da região, registros de casos e efetivo destacado, a Polícia Militar de São Paulo não respondeu até o fechamento da publicação. A T4F não se posicionou sobre o assunto.

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