InícioEditorialPolítica NacionalMichelle dá indireta à Janja: "têm vocação para viajar"

Michelle dá indireta à Janja: “têm vocação para viajar”

Ex-primeira-dama fez comentário após declarar que “algumas mulheres têm vocação para trabalhar” durante evento da direita

Michelle e Jair Bolsonaro em evento da Cpac, realizado no Expocentro em Balneário Camboriú Reprodução/6.jul.2024

Naomi Matsui 6.jul.2024 (sábado) – 20h32

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou neste sábado (6.jul.2024) que algumas mulheres “têm vocação para trabalhar, outras para viajar”. Mesmo sem citar nomes, a declaração foi tida como uma indireta para Janja da Silva, mulher do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A fala foi feita na Conferência Anual de Ação Política Conservadora, conhecida como Cpac, realizada em Balneário Camboriú (SC).

Michelle falava sobre seu início como primeira-dama e disse que a “mulher de direita é diferenciada”, com uma política “feminina, não feminista”. 

Não foi a primeira vez que Michelle criticou Janja pelas viagens da atual primeira-dama. No mês passado, Michelle afirmou que Lula e Janja poderiam se hospedar em embaixadas durante viagens internacionais, o que pouparia dinheiro público.

“Os pombinhos estão em eterna lua de mel. Podem viajar, mas tem a embaixada para se hospedar. Por que tem que ficar nos melhores quartos? Quanta coisa a gente poderia fazer com esse valor”, falou Michelle em discurso do PL Mulher, em 15 de junho.

Antes, em 6 de junho, o próprio Jair Bolsonaro havia ironizado viagem de Lula e Janja à Suíça para comemorar o Dia dos Namorados em meio às enchentes no Rio Grande do Sul.

O Ministério das Relações Exteriores desembolsou ao menos R$ 65,9 milhões durante as viagens presidenciais de Lula ao exterior no primeiro ano de mandato do petista. Os dados foram obtidos pelo Poder360 a partir de pedidos de Lei de Acesso e de consultas no Portal da Transparência.

POUCA FÉ NO BOLSONARO

Michelle também afirmou que tinha pouca fé em Bolsonaro antes das eleições de 2018, na qual acabou eleito. “Quando ele viajava por todos os Estados e tinha aquelas recepções, eu era uma mulher de pouquíssima fé. Diferente de hoje, eu não acreditava no meu marido”, disse.

A ex-primeira-dama ainda brincou que Bolsonaro poderia ser considerado um socialista por não conhecer marcas de produtos. “Esse aqui poderia ser um socialista, porque não sabe uma marca, passa vergonha na gente. É uma belezura, um traço maravilhoso”.

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