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Ministro da Educação refuta acusações sobre politização do Enem em audiência na Câmara

O ministro da Educação, Camilo Santana, compareceu novamente à Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023. Durante a audiência, Santana refutou as acusações de politização do exame e respondeu aos questionamentos dos deputados da bancada do agronegócio. O ministro afirmou que os professores responsáveis pelas questões foram contratados em 2020 e que 86% das questões foram elaboradas durante o governo anterior, de Jair Bolsonaro. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) havia solicitado a anulação de três questões do Enem, alegando que elas possuíam cunho ideológico e não tinham embasamento científico ou acadêmico. As questões em questão tratavam sobre agronegócio e desmatamento. Em resposta, Santana afirmou que as questões foram elaboradas com base em um livro de interpretação, e não representam uma posição do governo ou do Ministério da Educação.

O ministro também destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é contra o agronegócio, afirmando que o maior Plano Safra da história foi lançado na terceira gestão do petista. No entanto, os deputados da FPA continuaram a criticar as questões do Enem, argumentando que elas continham erros técnicos e deveriam ser anuladas. Durante a audiência, a deputada Bia Kicis (PL-DF) também expressou seu descontentamento com a questão 89 do exame, que, segundo ela, ataca o agronegócio no Centro-Oeste. Ela ressaltou o trabalho do ex-ministro Alysson Paolinelli, responsável por transformar as terras da região em um importante polo agrícola. O vice-presidente da FPA, deputado Evair de Melo, considerou as respostas do ministro lamentáveis e pediu uma intervenção no conteúdo do Enem. Ele afirmou que a FPA continuará monitorando a situação.

 

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