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‘Não fizemos um jogo de talento e inspiração, foi de trabalho’, diz Paiva

O Bahia acabou com o jejum na Copa do Nordeste. O Esquadrão conquistou seu primeiro triunfo na competição ao derrotar o Atlético de Alagoinhas por 2×1, no Carneirão, pela 4ª rodada. Lucas Alisson abriu o placar para o Carcará, mas Jacaré e Kayky marcaram pouco depois e assinalaram o 2×1, na noite desta sexta-feira (17).

O técnico Renato Paiva reconheceu o início ruim do tricolor na partida, mas apontou nervosismo após o jogo anterior. No início da semana, o Bahia havia perdido do Fortaleza, sofrendo três gols em um período de 36 minutos na Arena Fonte Nova. O comandante também fez questão de valorizar o poder de reação do Bahia.

“Era normal que não entrássemos bem no jogo, em virtude também do último resultado que tivemos. Este jogo era como uma final, assim como passam a ser todos. Era normal que a equipe não entrasse tranquila”, disse.

“Hoje, sofremos mais uma vez um gol, é algo que obviamente preocupa. Mas já começamos a corrigir questões, e os jogadores já começaram a perceber certas movimentações que não estavam fazendo. A partir daí, ir atrás do prejuízo. Personalidade, ambição desses jogadores. Fomos atrás do prejuízo e conseguimos a virada. Depois, sofremos com alguns jogadores cansados, o que é normal, porque falta ritmo de jogo. Não fizemos um jogo de talento e inspiração, fizemos um jogo de trabalho. Fica o resultado, era importante ganhar”, completou.

O Bahia entrou em campo com muitas alterações em relação à partida anterior. No total, foram sete mudanças na escalação. Segundo Paiva, as trocas têm relação com a própria derrota para o Fortaleza, além de serem influenciadas por uma questão estratégica e física.

“Quando decidimos a escalação, tem relação com a estratégia que traçamos, com o adversário que vamos encontrar, o campo. E também, todos os reflexos que o jogo anterior trouxe a quem jogou, às nossas avaliações e às questões físicas. Não podemos arriscar lesões. Por isso, poupamos alguns jogadores, fizemos uma abordagem técnica e tática um pouco diferente”, comentou.

A questão física, porém, também complicou diante do Atlético de Alagoinhas. Zagueiro titular do jogo, Marcos Victor sentiu cãibras no fim. “Como eu disse, temos que contar com todos. Estamos pagando também o preço pelo cansaço. Alguns jogadores não aguentaram o nível competitivo e eles precisaram aguentar, porque só posso fazer cinco substituições”, afirmou Paiva.

Apenas o goleiro Marcos Felipe, o zagueiro Raul Gustavo, o meia Acevedo, e o atacante Kayky seguiram entre os 11 primeiros. O último foi o grande destaque da partida, com um gol e uma assistência. O técnico exaltou o jogador, mas deu crédito à equipe toda pelo triunfo.

“Eu não gosto de individualizar. O Kayky é uma jogador da equipe, foi decisivo porque fez o gol? Eu não vejo o futebol assim. Ele foi decisivo para fazer o gol, mas os colegas também são decisivos ao evitar gols. Tem o passe anterior para a bola chegar nele. O futebol é coletivo. O Kayky tem uma grande margem de projeção, tem muito potencial. Esteve muito tempo sem jogar, por isso precisamos reabilitar ele, dar confiança. E é normal que ele tenha altos e baixos em suas exibições”, avaliou.

Com o triunfo sobre o Atlético de Alagoinhas, o Bahia agora soma quatro pontos, mas permanece na 7ª colocação do Grupo B. Por outro lado, a distância para o G4 é de dois pontos – o ABC, que fecha a zona de classificação, tem 6. Vale lembrar que o time potiguar ainda jogará na rodada, neste sábado (18), contra o Vitória. Paiva garantiu que o tricolor está na briga pela classificação.

“Com jogos de três em três dias, é tudo muito rápido. Só consigo pensar jogo a jogo. Perdemos na semana passada e eu disse que a gente estava na luta. E estamos na luta, provamos hoje aqui. Não fazendo um grande jogo, mas sendo competitivos. Ganhamos os três pontos e estamos na luta”, disse o técnico, que lembrou também do próximo duelo.

“Agora temos um jogo contra o Sport, que é um grande adversário, fora de casa. Vamos olhar jogo a jogo. Não quero falar muito mais do que isso. Estamos na luta. Esse time tem personalidade. É a quarta vez que viramos um jogo, com exceção do Ferroviário, que sofremos o empate depois. Isso mostra o caráter dos jogadores”, seguiu.

O Bahia enfrenta o Sport na próxima quarta-feira (22), às 21h30, no Batistão, em Aracaju, pela 5ª rodada.

Veja outros trechos da entrevista coletiva de Renato Paiva:

Reforços
Em relação a contratações, estamos conversando. Negociações nunca são fáceis. Quanto melhor são os jogadores, mais difíceis são as negociações. Nós temos perfeita noção e consciência do que precisamos. Que o grande objetivo é chegar em condições de fazer um Brasileirão competitivo e digno em relação àquilo que é o Bahia. É isso que nós temos. Sem pressas, sem urgências. Nós sabemos o que estamos fazendo, independente dos resultados, melhores ou piores. Há um caminho, que estamos traçando. Os jogadores vão chegar no momento em que têm que chegar. As negociações são muito difíceis. Questão de paciência. Paciência para que o elenco fique melhor.

Cauly Oliveira
Cauly não está jogando porque está terminando o período de vacinação. Tem um ciclo de vacina a terminar, e temos que esperar, por lei. Não pode jogar antes. Em breve, estará preparado, a única questão que o impede de jogar neste momento é essa.

Patrick Vehron
Patrick vem fazendo um caminho de crescimento nos treinos. Eu gosto de lançar jovens. Minha história profissional é de lançar jovens. Há algumas semanas, ele vem dando indícios de crescimento naquilo que pedimos nos treinos. É um jogador jovem que tem potencial, tem bola parada, qualidade de passe, vamos aproveitar isso dentro do tempo certo para não gerar muita pressa. Às vezes, a pressa é inimiga da qualidade. Não quero fazer isso com nenhum jovem. Como eu digo, nosso objetivo é dar consistência para ser competitivo no momento certo.

Jogos fora de casa
Eu preferia jogar em casa, mas os calendários são assim, e temos que jogar. No Brasileiro, vamos ter metade dos jogos em casa e metade fora. Portanto não olhamos para isso. Temos vencido também os jogos fora de casa.

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