Delegado do Prado fala sobre a exumação do bebê Pedro e afirma que ele foi agredido

Na tarde desta sexta-feira, 02 de dezembro, o delegado titular do Prado, Júlio César Telles, concedeu uma entrevista coletiva, onde falou sobre os resultados da exumação do corpo do bebê Pedro Silva Carneiro, de 09 meses, que morreu após, supostamente, ter se soltado da cadeirinha, aberto a porta de uma caminhonete Toyota/Hilux e caído, segundo relatou os pais da criança, Jorge Mendes Carneiro e Erisângela Santos Silva, logo após a morte do bebê.

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Mas, com muita experiência, e desconfiado da versão apresentada da tragédia em si, o delegado Júlio César Telles trabalhou incansavelmente no caso, que repercutiu nacionalmente. A suspeita de que a história não seria a relatada inicialmente pelos pais, foi ganhando força a partir do primeiro depoimento, onde as versões apresentadas por Jorge e Erisângela apresentavam contradições. Então, com um trabalho impecável, o delegado conseguiu provar que o casal mentiu, e então fez o pedido de prisão provisória, já que existia a informação que eles estariam planejando uma viagem para um destino desconhecido.

O pedido foi aceito e o casal foi preso, e durante um novo interrogatório, os pais do pequeno Pedro, voltaram a mentir sobre o que, de fato, teria ocorrido no dia da morte do bebê. Com laudos técnicos e perícia realizada no veículo, a versão de que os pais poderiam ter participado da morte de forma direta foi se fortalecendo. Então, após necropsia, um novo depoimento foi colhido, onde novamente o casal mentiu, e 33 dias após o caso, o delegado solicitou uma nova perícia no corpo do bebê, e então houve a exumação do corpo.

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Durante exames foi detectado uma fratura no maxilar de Pedro, e no crânio. Ferimentos causados por fortes impactos, e que segundo os laudos médicos não foram causados na possível queda. O delegado acredita que a fratura no maxilar de Pedro foi causada por um soco ou um chute dado, ou, pelo pai ou pela mãe do pequeno, e a segunda lesão causada pela queda. O delegado, em entrevista, disse “Pedro não foi uma criança travessa que se soltou da cadeirinha, abriu a porta e caiu. Pedro foi vítima da violência doméstica”.

O delegado, com base nas novas provas, irá pedi prisão preventiva do casal, que se forem condenados poderão pegar pena máxima prevista pelo crime de homicídio.

Por | Liberdadenews

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