[Itamaraju] Bebê que nasceu no HMI com má formação aguarda transferência

A pequena Emanuelle, que nasceu no Hospital Municipal de Itamaraju, na última quinta-feira (03), com má formação na face, na coluna vertebral e nas partes íntimas aguarda por uma vaga para conseguir a operação que precisa.

Ela permanece internada no hospital e desde o seu nascimento o seu quadro de saúde é considerado muito grave pelos profissionais que acompanham o caso.

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Com receio de perder a sua filha pela demora da transferência, o pai da criança abriu o caso para imprensa na manhã desta segunda-feira (07).

“Os médicos falaram que minha filha nasceu com meningomielocele, uma doença rara, dificilmente detectada através de um acompanhamento pré-natal (ultrassons) e necessita da operação para sobreviver. Estamos aguardando essa transferência que ainda não saiu”, explicou Fabiano Jesus que é o genitor da criança.

Os profissionais explicaram que a meningomielocele é uma mal-formação congênita da coluna vertebral que nasce nas costas da criança e assim deixa de executar sua função principal que é a de proteger a medula. A medula espinal constitui o tronco de tecido nervoso que liga o cérebro com os nervos periféricos do corpo humano. Assim sendo, qualquer sensação em nosso organismo é trazida por um nervo até a medula e esta conduz rapidamente o estímulo para o cérebro. Da mesma forma, mas em sentido oposto, se movimentamos uma perna é porquê uma ordem vem do cérebro para a medula e finalmente para os nervos. Se a medula nascer exposta, como no caso da meningomielocele muitos destes nervos podem estar sem função ou traumatizados. Como consequência os órgãos inervados por estes nervos podem funcionar inadequadamente (bexiga, intestino e músculo ) ou mesmo não apresentarem mesmo função.

Por telefone, a Coordenadora do HMI, Cristina Moreau, informou que a criança tem sido acompanhada pelos profissionais e apesar da gravidade, o estado de saúde dela é considerado bom.

“Desde que tomamos conhecimento do caso, não temos medido esforços, juntamente com a Sec. de Saúde e órgãos de saúde do estado, para encontrar uma vaga para essa criança passar pelas cirurgias necessárias. Ela tem sido amamentada corretamente pela mãe. E o caso mais preocupante do quadro é que a bebê tem expelido suas fezes pela vagina, já que há uma má formação no ânus”, destacou.

O sentimento da família e dos profissionais de saúde é de preocupação. “Infelizmente a vaga ainda não saiu. O que nos resta é confiar em Deus que tudo vai dar certo”, finalizou Cristina Moreau.

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