InícioEditorialPolítica NacionalOposição pressiona Delgatti, mas hacker da ‘Vaza Jato’ fica em silêncio

Oposição pressiona Delgatti, mas hacker da ‘Vaza Jato’ fica em silêncio

Damares Alves disse que depoente ‘vai ficar um bom tempo na cadeia’, e Flávio Bolsonaro se mostrou incomodado com diferença de postura: ‘Você merece o Oscar’

Edilson Rodrigues/Agência Senado

Edilson Rodrigues/Agência Senado

Após responder parlamentares governistas que concentraram as perguntas durante o “primeiro tempo” da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro, o depoente Walter Delgatti usou do direito constitucional de ficar em silêncio e não responde os questionamentos da oposição. A mudança de postura foi uma orientação dos advogados. Após as declarações de impacto feitas por Delgatti contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, a deputada Carla Zambelli (PL-SP) e demais assessores da presidência, parlamentares da oposição se organizaram para “virar o jogo” no “segundo tempo” da sessão. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) foi a primeira parlamentar inscrita no retorno da comissão. A ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos no governo Bolsonaro afirmou que Walter estava “rotulado” e que ele ia ficar anos na cadeia. “Preste atenção, Walter, daqui para frente você está rotulado. O que eu vou desejar para ti, menino? Os anos que você vai ficar na cadeia. E vou te falar uma coisa: não há nenhuma garantia jurídica de que tu vais sair da cadeia. Não vai. Tem crimes aqui. E você mesmo disse: Eu reconheço que são crimes. Você mesmo disse: ‘Eu cometi crimes’. Você vai ter que responder por penas. Você vai ficar um bom tempo na cadeia”, disse Damares.

Após Damares, o deputado André Fernandes (PL-CE) tomou o uso da palavra, mas também não fez perguntas a Delgatti. O primeiro de fato a fazer questionamentos ao hacker da Vaza Jato foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele abordou o tema urnas eletrônicas e defendeu o pai, Jair Bolsonaro, e mostrou surpresa ao ouvir que o depoente ficaria em silêncio. Flávio pediu para reproduzir um vídeo sobre o sistema de votação na Argentina. Ele afirma que no país vizinho o processo eleitoral é mais simples e possui uma camada a mais de proteção e, portanto, não houve dúvidas sobre a lisura do processo eleitoral argentino.

“Sr. Walter Delgatti, o senhor, que é conhecido pelas suas habilidades, pelo que fez ali invadindo celulares, ilegalmente, de autoridades, no que foi conhecido como ‘Vaza Jato’, o senhor recebeu alguma vantagem para fazer esse trabalho? De autoridades, o que foi conhecido como ‘Vaza Jato’, o senhor recebeu alguma vantagem para fazer esse trabalho?”, perguntou Flávio. O hacker respondeu que ficaria em silêncio por orientação do advogado. Surpreso, o senador sugeriu que o depoente teria atuado durante a primeira parte da comissão. “Merece o Oscar. Parabéns, o Oscar vai pra Delgatti!”, ironiza Flávio.

Neste segundo momento da CPMI, Delgatti seguiu em silêncio nos questionamentos dos seguintes parlamentares: os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG), Rodrigo Valadares (União-SE), Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Delegado Ramagem (PL-RJ), Marcos Feliciano (PL-SP), Filipe Barros (PL-PR), Abilio Brunini (PL-MT) e Júlia Zanatta (PL-SC), da oposição, e os governistas Rubens Pereira Júnior (PT-MA) e Rogério Correia (PT-MG), além dos senadores Magno Malta (PL-ES), Marcos Rogério (PL-RO), Eduardo Girão (Novo-CE) e Izalci Lucas (PSDB-DF). Pela ausência do presidente Arthur Maia (União-BA), quem está presidindo os trabalhos é o 1º vice, o senador Cid Gomes (PDT-CE).

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