InícioEditorialRio de Janeiro tem dia com mais ônibus incendiados na história 

Rio de Janeiro tem dia com mais ônibus incendiados na história 

A cidade do Rio de Janeiro registrou nesta segunda-feira, 23, um recorde no número de ônibus incendiados em um único dia. De acordo com a Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas de transporte rodoviário do município, foram 35 veículos queimados, sendo 20 da operação municipal, cinco BRTs e outros dez de turismo e fretamento. Um trem da SuperVia também foi danificado. Todos os casos ocorreram na Zona Oeste da capital. Por causa da situação, a Mobi-Rio, estatal que opera o transporte coletivo, chegou a cancelar a circulação de ônibus na região, deixando o trânsito ainda mais caótico. “A Mobi-Rio informa que mediante a interrupção das linhas que operam no corredor Transoeste, devido a questões de segurança, a opção para os passageiros que precisam ir para Santa Cruz e Campo Grande é utilizar as linhas dos corredores Transolímpica e Transcarioca, que fazem integração com o ramal da Supervia pelo Terminal Deodoro e Terminal Paulo da Portela, em Madureira”, informou.

Os ataques aos ônibus do Rio de Janeiro foram uma retaliação de um grupo criminoso que opera na Zona Oeste. Isto porque, mais cedo, a polícia civil havia matado Matheus da Silva Rezende, conhecido por ser o número 2 da principal milícia da cidade – ele era sobrinho do miliciano Zinho. Em coletiva de imprensa, o governador Cláudio Castro (PL) anunciou que prendeu 12 pessoas por colocarem fogo nos veículos. De acordo com o chefe do Executivo estadual, o grupo responderá por “atos terroristas” e será transferido para presídios federais. Além disso, o mandatário afirmou que não medirá esforços para deter Zinho e outros dois grandes criminosos. “Quero dizer que esses três criminosos: Zinho, Abelha, Tandera… Não descansaremos enquanto não prendermos eles. Criminoso no Rio de Janeiro não tem vez”, declarou o governador, que se reuniu com Eduardo Paes, prefeito do Rio, e Flávio Dino, ministro da Justiça, antes da conversa com jornalistas.

Através das redes sociais, Paes também lamentou o incidente e cobrou punição aos responsáveis. “Milicianos na Zona Oeste queimam ônibus públicos pagos com dinheiro do povo para protestar contra operação policial. Quem paga é o povo trabalhador. E para piorar, tivemos que interromper serviços de transporte na Zona Oeste para que não queimem mais ônibus. Ou seja, únicos prejudicados: moradores das áreas que eles dizem proteger! Essa gente precisa de uma resposta muito firme das forças policiais! Como prefeito, apelo ao Governo do Estado e ao Ministério da Justiça para que atuem para impedir que fatos assim se repitam”, declarou o prefeito.

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