Colunista | O dia dos pais não é mais o mesmo… e isso é bom!

Uma data criada pelo comércio para homenagear os pais, este segundo domingo do mês de agosto já não foi mais o dia de filho dar meias, gravatas e abotoaduras apenas. Foi um dia onde as novas famílias se uniram para celebrar, inclusive, as mudanças que a sociedade sofreu, criando diversas configurações do núcleo familiar.

E tudo isso deve ser comemorado, em um pais onde há mais de 6 milhões de crianças sem o nome dos pais em suas certidões.  Crianças cujos pais são os avôs, os tios, os padrinhos. E há aquelas com dois pais ou mães. O mundo mudou, o mais importante é a felicidade e a educação dos pequenos.

Um fenômeno mais recente – já contemplado pelas regras da justiça – é a colocação do nome do padrasto nas certidões das crianças. Muitos deles criam meninos e meninos por toda a vida, são os pais de fato. Basta ir ao cartório com a mãe que a mudança é feita automaticamente.

Um caso recente – que fez muito sucesso na mídia – aconteceu com a filha dos cantores Kelly Key e Latino, Suzanna. Criada desde os 2 anos pelo padrasto Mico Freitas, ela pediu à mãe para ter o nome dele em sua certidão, mesmo sem abdicar do nome do pai.

Não cabem julgamentos sobre Latino ser ou não um bom pai, a mudança é salutar, por poder contemplar a qualquer pessoa, famosa ou não. As famílias se modificaram. Morando em casas separadas, uma criança sortuda pode ter dois pais.

Por causa destas novidades, em alguns casos, as celebrações do dia dos pais acontecem mais de uma vez. Com o pai verdadeiro e com quem a criança considere seu segundo pai. Algumas escolas, mais sintonizadas com os dias atuais, já iniciaram a mudança até mesmo no nome da festinha.

Ao invés de comemorarem o dia dos pais e das mães, elas agora fazem o “Dia de quem cuida de mim”. Meninos e meninas sem o nome do pai na certidão, filhos de mães solteiras ou viúvas, agradecem muito!

Por | Colunista

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