InícioEditorialPolítica Nacional8 de Janeiro levou à criação de CPIs no Congresso e no...

8 de Janeiro levou à criação de CPIs no Congresso e no DF

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e 5 ex-ministros estão entre os pedidos de indiciamento da comissão instalada no Congresso

Ataques de 8 de janeiro levaram à criação de 2 Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) Bruno Spada/Câmara dos Deputados – 22.dez.2023

Fabrício Julião 7.jan.2024 (domingo) – 11h00

Os atos extremistas do 8 de Janeiro completam 1 ano na 2ª feira (8.jan.2024). Ao longo dos últimos 12 meses, duas CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) foram criadas para apurar as manifestações daquele dia: uma no Congresso e outra na na Câmara Legislativa do Distrito Federal. 

Apesar de indiciar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Congresso não teve quase nenhum resultado concreto.

Instalada em 25 de maio, a comissão teve como relatora a senadora Eliziane Gama (PSD-MA). O parecer foi aprovado quase 5 meses depois, em 18 de outubro, e pediu o indiciamento de 61 pessoas. 

No documento, a relatora falou sobre a responsabilidade de Bolsonaro, integrantes das Forças Armadas (da reserva e da ativa), policiais militares e ex-integrantes do GSI (Gabinete de Segurança Institucional). Também foram alvos de pedidos de indiciamento 5 ex-ministros de Bolsonaro: Braga Netto, Luiz Eduardo Ramos, Paulo Sérgio Nogueira, Augusto Heleno e Anderson Torres. 

Os crimes mais comuns indicados para justificar as sugestões de indiciamento dos envolvidos ao Ministério Público incluem associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, e golpe de Estado. O ex-presidente Bolsonaro também foi mencionado pela prática do crime de violência política.

A oposição criticou o andamento da CPMI do 8 de janeiro pois acredita que houve omissão do governo federal nos ataques. Em paralelo à investigação, o senador Izalci Lucas (PSDB-DF) também protocolou um relatório alternativo sobre o episódio. O documento atestou o pedido de indiciamento do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, e do ex-ministro do GSI Gonçalves Dias. 

A invasão às sedes dos Três Poderes também suscitaram a criação de uma CPI na Câmara Legislativa do Distrito Federal, que teve início em 2 de março. O relatório do deputado distrital Hermeto (MDB) foi aprovado cerca de 9 meses depois, em 29 de novembro. 

A CPI dos Atos Antidemocráticos do DF pediu o indiciamento de 136 pessoas relacionadas aos ataques. Gonçalves Dias estava na lista. No entanto, o general teve o nome retirado depois de votação na comissão.

Entre os nomes mencionados constam agentes da alta cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal, como os coronéis Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues e Cíntia Queiroz de Castro. O ex-secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública, Fernando de Souza Oliveira, também foi mencionado. 

Você sabia que o Itamaraju Notícias está no Facebook, Instagram, Telegram, TikTok, Twitter e no Whatsapp? Siga-nos por lá.

Últimas notícias

Bolsonaro já está em São Paulo para ato na Paulista no domingo

Ex-presidente toma café da manhã com apoiadores na capital;...

Ministros do STF estarão atentos a ato de Bolsonaro em São Paulo

Os ministros do Supremo Tribunal Federal se comprometeram a acompanhar o ato de Jair...

Buscas por fugitivos de penitenciária federal de Mossoró chegam ao 11º dia

As buscas pelos dois detentos que fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio...

CEO da Vale diz confiar no conselho para decidir nova gestão

Recondução de Eduardo Bartolomeo à presidência da mineradora é impasse no colegiado; mandato vai...

Mais para você