Impasse nas emendas ameaça votação da LDO no Congresso

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Reunião da CMO

Em um cenário tenso e cheio de incertezas, a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enfrenta obstáculos significativos. A insatisfação entre os parlamentares, alimentada pelo atraso no pagamento das emendas, tem levado membros da Comissão Mista de Orçamento (CMO) a considerar um boicote à votação. “A CMO não vota até resolver o pagamento das emendas”, revelou um parlamentar sob reserva, evidenciando a gravidade da situação.

O governo, por sua vez, justifica o atraso como parte de um esforço para ajustar as contas públicas. Esse movimento se agravou após a derrota na Câmara da Medida Provisória 1303, que previa alternativas para o aumento do IOF, essencial para atingir a meta fiscal. Assim, as consequências dessa combinação de fatores refletem em toda a Administração Pública e nas expectativas de votação.

A sessão conjunta do Congresso Nacional, agendada para esta quinta-feira (16), visa discutir a LDO e os vetos presidenciais à Lei Geral do Licenciamento Ambiental. O presidente do Congresso está determinado a aprovar a LDO ainda neste mês, uma estratégia crucial para a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) dentro do prazo e evitar novos atrasos, que já se tornaram uma constante.

Apresentada ao Congresso em abril, a proposta da LDO prevê um aumento de 7,4% no salário mínimo, elevando-o de R$ 1.518 para R$ 1.630. O relator, deputado Gervásio Maia (PSB-PB), já apresentou seu parecer, embora a reunião da CMO marcada para terça-feira (14) tenha sido suspensa por falta de acordo. O presidente da CMO, senador Efraim Filho (União-PB), reafirmou sua intenção de discutir o texto e votar na comissão antes da sessão do Congresso.

Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Efraim não hesitou em alertar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre os riscos que um impasse pode acarretar: “Não votar o Orçamento neste ano é um jogo perde-perde. É ruim para o governo, é ruim para o Congresso e é ruim para o país.” Cada palavra carrega o peso das repercussões de decisões que, se não tomadas, podem desestabilizar o ambiente político e econômico do Brasil. O que ocorrerá a seguir? Fique atento e compartilhe suas opiniões sobre a situação!

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