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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mobilizou uma comissão de Autoridades e Juízes para o Extremo Sul da Bahia, numa ação inédita que busca compreender e mediar os conflitos agrários que se intensificaram nos últimos anos na região.
A reunião, realizada nesta quinta-feira (6 de novembro) em Eunápolis, reuniu entidades rurais, sindicatos e produtores vítimas de invasões de terras, ao lado de representantes de associações como a FAEB, Agronex, Associação dos Pequenos Produtores do Parque Nacional, Assentamento Terra Nova e o P.A. Cumuruxatiba.
O encontro marcou um momento simbólico: é a primeira vez desde 2022 que o setor produtivo é ouvido diretamente pelo Poder Judiciário. A iniciativa foi recebida com expectativa e esperança por agricultores que há anos clamam por segurança jurídica e estabilidade no campo.
A comissão especial do CNJ, criada no último semestre de 2025, realizou ainda reuniões com lideranças indígenas no dia anterior, numa tentativa de compreender todos os lados da disputa. O objetivo é buscar soluções concretas e pacíficas para os crimes e invasões de propriedades que vêm afetando o desenvolvimento da região.
Para os produtores, a presença do CNJ representa um sopro de justiça após anos de incerteza e abandono institucional. Já para o Judiciário, o desafio será restabelecer o equilíbrio entre direitos constitucionais e segurança territorial, em um cenário onde o diálogo se torna o caminho mais urgente.
“Pela primeira vez, sentimos que alguém realmente quer nos ouvir”, disse um produtor presente à reunião, resumindo o sentimento coletivo de quem há muito tempo espera por respostas.