
O clima de tranquilidade no Assentamento Três Irmãos foi interrompido nesta quinta-feira (20 de novembro), feriado nacional do Dia da Consciência Negra, quando moradores localizaram o corpo de um homem em estado avançado de decomposição numa área rural próxima à região de Corumbau, em Prado. A cena, marcada por silêncio e perplexidade, mobilizou não apenas a comunidade local, mas também autoridades que agora tentam reconstruir as últimas horas de vida da vítima.
O homem foi identificado como Evaldo Silva Felix (31 anos), natural de Camacã (BA), cuja trajetória simples e trabalhadora acabou cruzando com um desfecho dramático. Segundo relatos, ele havia deixado Coroa Vermelha no último domingo (16 de novembro) com destino à zona rural de Corumbau, onde trabalharia. Desde então, familiares e conhecidos viviam dias de apreensão, sem qualquer informação sobre seu paradeiro.
A Polícia Militar foi notificada e rapidamente isolou a área, além de mobilizar equipes da Polícia Técnica (DPT) de Itamaraju para iniciar os trabalhos periciais. Testemunhas, ainda abaladas, relataram que Evaldo era um jovem dedicado e que já trabalhou no Hospital Municipal de Teixeira de Freitas (HMTF), onde deixou amigos e boa reputação.
Diante do cenário encontrado, o delegado plantonista Gean Nascimento autorizou a remoção do corpo, que foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) do município vizinho, onde passará por exames periciais que poderão esclarecer detalhes fundamentais sobre a morte.
Após a análise técnica, os restos mortais serão liberados para que a família providencie o sepultamento, momento que deve marcar profundamente parentes e amigos que hoje convivem com a dor da perda e o tormento das perguntas que ainda não têm resposta.
As investigações sobre as circunstâncias da morte estão sob responsabilidade do delegado titular de Prado, Kleber Gonçalves, e sua equipe. A principal missão agora é dar forma à verdade por trás desse caso que comoveu duas regiões e reacendeu discussões sobre segurança, vulnerabilidade de trabalhadores rurais e a invisibilidade de vidas que seguem rotinas duras longe dos centros urbanos.