CFM atende determinação de Moraes e revoga sindicância que envolvia Bolsonaro

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Metrópoles

O impasse entre o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Supremo Tribunal Federal (STF) ganha novos contornos. O presidente do CFM, José Hiran da Silva, informou a Alexandre de Moraes que atendeu à determinação do STF, interrompendo a sindicância que investigava a atuação médica no caso do ex-presidente Jair Bolsonaro.

**Conflito de Competências** – O CFM movia uma sindicância após denúncias sobre a assistência médica recebida por Bolsonaro enquanto estava preso, especialmente após um incidente onde o ex-presidente caiu em sua cela. Moraes, entretanto, considerou a ação do CFM não apenas ilegal, mas também um desvio de finalidade, destacando a competência da Polícia Federal em lidar com a saúde do detento. O ministro reforçou que os laudos médicos analisados não apontaram falhas na atuação da equipe médica da PF, uma ação que ganhou visibilidade após a repercussão do caso.

Moraes argumentou que “não houve qualquer omissão ou inércia da equipe médica”, citando relatórios que corroboram a eficácia do atendimento prestado a Bolsonaro. Essa decisão não apenas anula a sindicância, mas também proíbe o CFM de realizar qualquer investigação nesse sentido, destacando a legalidade das ações da Polícia Federal.

**A Resposta do CFM** – Em sua defesa, o CFM argumentou que a sindicância está prevista no Código de Processo Ético-Profissional, uma norma estabelecida há décadas e que tem passado por atualizações. Apesar das explicações, o presidente do CFM será ouvido pela PF em um prazo de dez dias para esclarecer as irregularidades apontadas na determinação ao Conselho Regional de Medicina do DF.

CFM cumpre ordem de Moraes e anula sindicância sobre Bolsonaro - imagem 1

Esse embate revela não apenas a tensão entre instituições, mas também a relevância da transparência e da competência nas investigações relacionadas à saúde de figuras públicas. A decisão de Moraes é um convite à reflexão: até onde vai a autoridade de um conselho sobre o devido processo legal na esfera médica? Os comentários estão abertos para suas opiniões sobre este tema controverso.

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