Cadeirantes enfrentam desafios para aproveitar o Carnaval sem banheiros acessíveis

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CARNAVAL

Cadeirantes enfrentam barreiras no Circuito Barra-Ondina

Acessibilidade em jogo: O Circuito Barra-Ondina, um dos mais icônicos do Carnaval de Salvador, se transforma em um verdadeiro desafio para pessoas com deficiência, principalmente cadeirantes. Em meio a trios elétricos e uma multidão contagiante, essas pessoas encaram um percurso repleto de obstáculos. Manuel Pieiro, cadeirante e morador da Barra, compartilha suas experiências dolorosas. “Aqui na Barra já é difícil, e no Carnaval isso se agrava ainda mais. As calçadas são obstruídas e a falta de acessibilidade é evidente,” relata.

As condições se tornam ainda mais críticas, conforme alerta Manuel. A ausência de banheiros acessíveis limita severamente a permanência das pessoas com deficiência nas festividades. “Criei um banheiro portátil, pois não existe infraestrutura para nós. Se não tiver como voltar pra casa, não tem como fazer as necessidades,” afirma, demonstrando a escassez de alternativas.

Manuel Pieiro, cadeirante e folião

Manuel Pieiro, cadeirante e folião | Foto: Portal MASSA! / Vinicius Viana

Companheirismo essencial: A história de Carlos Alberto Lima Cunha, de 46 anos, que retornou à folia após anos afastado, ilustra a luta pela inclusão. Acompanhado do amigo e cuidador André Luiz, ele observa que, apesar das limitações, a ajuda foi crucial para sua locomoção. “Não tem muita acessibilidade, mas estou conseguindo me movimentar com a ajuda do meu amigo. Estou feliz por estar aqui novamente,” conta.

Carlos Alberto e seu amigo, André Luiz

Carlos Alberto e seu amigo, André Luiz | Foto: Portal MASSA! / Vinicius Viana

Com relatos como os de Manuel e Carlos, fica claro que o Carnaval ainda precisa evoluir em termos de acessibilidade. A inclusão deve ser uma prioridade, e cada voz que se levanta para destacar essas questões é uma esperança para um futuro onde todos possam curtir a festa. É hora de unir esforços para transformar a folia em uma experiência acessível a todos.

Você já viveu alguma experiência semelhante? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a promover a inclusão no Carnaval!

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