Ex-jogador Ricardo Rocha é detido no Rio de Janeiro

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O ex-jogador de futebol Ricardo Rocha, campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1994, foi detido na manhã de hoje no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Ele estava prestes a embarcar para os Estados Unidos, onde iria trabalhar na cobertura da Copa do Mundo. A prisão foi motivada por um mandado civil emitido pela justiça cearense, devido a uma dívida de pensão alimentícia no valor de R$ 2.414,57.

O mandado de prisão foi expedido pela 16ª Vara de Família da Comarca de Fortaleza e é válido até abril de 2028. Após 45 dias detido, Ricardo poderá ser liberado, desde que não haja outras pendências legais contra ele.

Até o momento, a defesa de Rocha ainda não se manifestou publicamente sobre o caso. A situação se complicou quando, em janeiro de 2024, ele reconheceu judicialmente a paternidade de Victória Valente, sua filha de 24 anos, trazendo à tona questões sobre pensão alimentícia e responsabilidades familiares. Cláudia, mãe da jovem, alega que o ex-jogador não está cumprindo suas obrigações financeiras, apesar de Ricardo afirmar que está em conformidade com as determinações judiciais.

Reivindicações e Desafios

Recentemente, Cláudia mencionou que a Justiça havia determinado um aumento na pensão de Victória, que é pessoa com deficiência (PCD), passando de quatro para seis salários mínimos. No entanto, ela afirma que esse reajuste não foi aplicado. A disputa também se intensificou quando Victória foi internada em uma clínica psiquiátrica por transtornos psicológicos. Sua mãe alegou ter arcado com despesas significativas, perto de R$ 12 mil, sem receber apoio financeiro de Rocha.

Ricardo contestou essas afirmações, defendendo que os pagamentos estão em dia e que a internação ocorreu sem seu conhecimento prévio. A situação complicou-se ainda mais quando Cláudia disse que Victória teve dificuldades para continuar os estudos, inicialmente devido ao não pagamento da matrícula em uma escola particular. Depois, Victória revelou ter sido removida da escola pública por ser maior de idade, sendo direcionada ao ensino de jovens e adultos (EJA).

Ricardo Rocha, por sua vez, alegou que as despesas educacionais já estão incluídas na pensão alimentícia, negando responsabilidade por questões administrativas relacionadas à matrícula de sua filha.

Esse caso traz à tona não apenas questões legais, mas também emocionais e familiares, gerando um debate sobre as responsabilidades parentais. O que você pensa sobre essa situação? Compartilhe suas opiniões e interaja conosco!

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