Relatório rejeitado pela CPMI do INSS será enviado a André Mendonça, afirma presidente da comissão

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O senador Carlos Viana (Podemos-MG) anunciou que entregará ao ministro André Mendonça, do STF, o relatório final da CPMI do INSS, apesar de sua rejeição pela maioria da comissão. Na última reunião, o documento, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), foi barrado por integrantes da base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Uma Entrega Polêmica

“Queremos entregar em mãos uma cópia do trabalho da CPMI, todo o relatório que foi barrado pela base do governo”, afirmou Viana. O relatório pedia o indiciamento de Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, além de um pedido de prisão preventiva para Lulinha, que reside na Espanha. Viana denunciou a “blindagem” das investigações pela base governista, destacando que enfrentou diversas dificuldades, como a resistência a requerimentos essenciais.

Contrapontos no Relatório

Os petistas apresentaram um texto alternativo propondo o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, senador Flávio Bolsonaro. No entanto, a decisão do plenário do STF de não prorrogar a CPMI frustrou as expectativas de investigação. O ministro Mendonça, relator da operação Sem Desconto, que investiga descontos ilegais a aposentados do INSS, ficou isolado em sua posição ao ser derrotado por nove votos a dois.

Além disso, Viana se defendeu de denúncias de irregularidades nas emendas à Fundação Oasis, ligada à Igreja Lagoinha, com um valor de R$ 3,6 milhões durante sua presidência na CPMI. Ele acredita que essas acusações são retaliações por sua posição firme em relação ao governo Lula, afirmando que críticas a gestões petistas geram ataques pessoais e políticos.

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Com o cenário político mais quente do que nunca, a entrega desse relatório à Justiça pode marcar um capítulo decisivo nas investigações sobre a atuação de figuras controversas da política brasileira. O que será que o futuro reserva para essas investigações? Participe da discussão e compartilhe sua opinião.

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