O principal alvo da Operação Contenção, deflagrada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) nesta sexta-feira (29/5), é o traficante Antônio Ilário Ferreira (foto em destaque), conhecido como “Rabicó”.
Segundo as investigações, ele é apontado como responsável por liderar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 453 milhões provenientes do tráfico de drogas.
Considerado chefe do tráfico na região e um dos nomes mais influentes do CV, Rabicó está foragido desde 2019.

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O homem é considerado foragido
ReproduçãoDique-Denúncia
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Rabicó é o principal alvo da operação
Divulgação/PCERJ
Extensa ficha criminal
Aos 61 anos, Rabicó acumula uma extensa ficha criminal, com registros de homicídio, tentativa de homicídio, tráfico de drogas, associação criminosa e organização criminosa, além de posse e porte ilegal de arma de fogo.
Antes de ganhar notoriedade no Rio de Janeiro, chegou a viver na Paraíba, onde foi preso em 2008 ao se passar por empresário em Mamanguape.
Mesmo atrás das grades, continuou a comandar atividades da facção.
Em 2014, investigações levaram à descoberta de mais de R$ 3 milhões escondidos em tonéis na mata das comunidades da Mangueira e do Salgueiro, além de 50 kg de cocaína e armas — bens atribuídos diretamente ao traficante.
Condenado a mais de 27 anos de prisão, Rabicó cumpriu pena em unidades penitenciárias de segurança máxima no Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul.
No entanto, em 2019, foi beneficiado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou que aguardasse em liberdade o julgamento de um recurso. Desde então, não retornou à prisão.
A operação
A Operação Contenção foi deflagrada para atingir o núcleo financeiro da facção, apontado como responsável por lavar mais de R$ 453 milhões provenientes do tráfico de drogas.
Até o momento, 17 investigados foram presos. Os mandados são cumpridos em diversas cidades do Rio de Janeiro e também nos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão.
Raquel Neves dos Santos Mendonça, companheira de “Rabicó”, está entre os presos.
Segundo a Polícia Civil, a movimentação de mais de R$ 453 milhões foi identificada a partir de relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), além de análises bancárias, quebras de sigilo fiscal, telefônico e telemático, e do cruzamento de dados patrimoniais.
A operação contou com apoio de diversas unidades da Polícia Civil e da Polícia Militar, incluindo a Core, o Bope e departamentos especializados.

