Moradores da Rua Baependi, no bairro de Ondina, em Salvador, estão se organizando para protestar contra os impactos negativos da construção de um edifício residencial na região. Eles relatam tremores estruturais, poluição sonora e emissão excessiva de poluentes, levando a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) a solicitar medidas urgentes das autoridades competentes.
A obra, sob a responsabilidade da empresa Pacto Engenharia, tem sido alvo de inúmeras reclamações. Residentes descrevem as vibrações causadas pelo uso de equipamentos de bate-estaca como verdadeiros tremores de terra, preocupando-os com possíveis danos às fundações dos imóveis vizinhos.
Além das preocupações estruturais, os moradores estão enfrentando uma crescente crise de poluição atmosférica. O maquinário pesado é acusado de soltar fumaça densa com odor de monóxido de carbono, que poderia indicar queima irregular de óleo diesel. Essa situação preocupa especialmente a saúde dos habitantes e das crianças de uma escola próxima.
Impacto no cotidiano
O ruído das obras também está gerando transtornos significativos. Classificado como “insuportável”, o barulho prejudica o sossego da comunidade e afeta a rotina da escola infantil nas imediações.
A vereadora questiona a viabilidade de um prédio de 17 andares em uma rua com as dimensões da Baependi, alertando para problemas futuros no tráfego e na infraestrutura local.
Em ofício enviado à administração municipal, Aladilce Souza solicitou cópia integral do processo de licenciamento ambiental e urbanístico, incluindo o alvará de construção e o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV).
Demandas técnicas
A vereadora também questiona por que não foi adotado um método de fundação por hélice contínua, que gera menos ruído e vibração. Além disso, cobra medições de decibéis e de emissão de poluentes pela fiscalização competente.
O ofício ainda exige esclarecimentos sobre as medidas de mitigação que foram implementadas para proteger a integridade física de alunos e funcionários da escola local, com base nas prerrogativas de fiscalização do Legislativo e na Lei Federal de Acesso à Informação.
A reportagem buscou contato com as autoridades municipais e a Pacto Engenharia, mas ainda não recebeu respostas para as perguntas levantadas.
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