O emergente Brasil da terceira idade

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A criação da Rede Nacional de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos das Pessoas Idosas representa um passo importante na busca por dignidade e reconhecimento para a população idosa no Brasil. Instituída pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, essa iniciativa visa unir esforços entre União, estados, municípios e entidades, visando inclusividade e combate ao preconceito que atinge os veteranos que tanto contribuíram para o país.

Ao promover a colaboração entre diferentes níveis de governo, a proposta adota um modelo de federalismo corporativo, integrando saúde, assistência social e inclusão. A população idosa, que se tornará a maioria em breve, enfrenta preconceitos absurdos, mas traz consigo uma vasta experiência que pode ajudar a desmantelar a discriminação ainda vigente no Brasil.

Em meio a um cenário político onde ideologias autoritárias se disfarçam de neoliberalismo, o descaso com os idosos deriva de uma visão equivocada que os vê como um peso financeiro. Essa percepção errônea de que os mais velhos não têm mais a oferecer apenas alimenta o isolamento e o estigma, relegando muitos a asilos, como se fossem descartáveis. A injustiça e a falta de reconhecimento por suas contribuições ao longo da vida são alarmantes, especialmente considerando o que eles já pagaram ao sistema previdenciário.

O aumento da longevidade no Brasil resulta de avanços significativos em saúde, redução das desigualdades e a efetividade de programas sociais. Isso demonstra não apenas o crescimento do país, mas também a capacidade de evoluir como sociedade. A proposta da nova rede inclui promover diagnósticos mais acertados sobre a situação da terceira idade e monitorar políticas públicas adequadas. A educação também terá um papel fundamental, ensinando os jovens a respeitar e valorizar aqueles que os cuidaram e cuidam até hoje.

Ao considerar os idosos como cidadãos com direitos plenos, e não meramente como beneficiários de assistência, a rede busca modificar essa visão ultrapassada sobre a velhice. É um caminho promissor na luta pela dignidade e valorização dos que, com suas histórias e experiências, construíram uma sociedade melhor.

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