Carlos Bolsonaro (PL-SC), que é pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, fez uma declaração impactante sobre a presença militar no governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante um evento em Timbó, no dia 26 de junho, ele classificou essa escolha como um dos maiores erros do pai, evidenciando a falta de estrutura na gestão.
Em vídeo compartilhado nas redes sociais, Carlos ressaltou que Jair Bolsonaro tinha à sua volta apenas pessoas das Forças Armadas, o que limitou a diversidade em sua equipe. Ele considerou a inserção de militares no governo como um “acidente” em sua trajetória política.
Além disso, Carlos afirmou que seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não adotará a mesma abordagem militarizada. “Estou absolutamente certo de que Flávio irá optar por pessoas realmente técnicas, que compreendam o movimento, ao invés de figuras positivistas como os militares,” declarou.
Um estudo do Ipea, divulgado em 2022, revelou que a presença de militares em cargos civis do governo federal quase triplicou entre 2013 e 2021, passando de 370 para 1.085 postos, um aumento impressionante de 193%. A gestão de Jair Bolsonaro, em particular, alocou muitos oficiais em áreas críticas como Saúde, Economia e Meio Ambiente.
Entre 2013 e 2018, o número de militares em cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) e Função Comissionada do Poder Executivo (FCPE) aumentou de 303 para 381. Com a chegada de Bolsonaro ao poder em 2019, essa quantidade quase dobrou para 623 e alcançou 742 em 2021.
Os dados mostraram que os maiores aumentos foram registrados justamente em ministérios com forte crítica ao governo. No Ministério da Economia, por exemplo, o número de militares saltou de apenas 1 em 2013 para 84 em 2021, uma alta de mais de 8.000%. Na Saúde, sob a liderança do general Eduardo Pazuello durante a pandemia, o número saltou de 7 para 40, um aumento de 471%. O mesmo ocorreu no Meio Ambiente, que viu o número de comissionados crescer de 1 para 21 no mesmo período.
Você concorda com as declarações de Carlos Bolsonaro sobre a militarização do governo? O que você acha que isso significa para o futuro da política no Brasil? Deixe sua opinião nos comentários!