Angela Davis, ícone da luta pelos direitos humanos, fez uma aparição marcante na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) no último sábado, 25. O evento aconteceu no Sesc Caborê e teve mediação da jornalista Flávia Oliveira, onde a ativista abordou temas como cultura e transformação social.
A participação de Davis não poderia ser mais significativa, coincidindo com o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela. Durante seu discurso, ela ressaltou a importância da memória ancestral em Paraty e defendeu que a arte e a literatura são ferramentas essenciais nas lutas por mudanças sociais.
A ativista também expressou sua preocupação com a gentrificação e o racismo ambiental, apontando como comunidades mais vulneráveis estão sendo afetadas por interesses econômicos que ameaçam suas terras ancestrais. A discussão incluiu referências a notáveis brasileiras como Conceição Evaristo, Beatriz Nascimento e Lélia Gonzalez, enfatizando como suas contribuições são vitais para os debates sobre raça, gênero e direitos humanos.
Davis não hesitou em criticar o capitalismo e alertar sobre o crescimento de regimes autoritários, destacando a importância da mobilização coletiva. Ao relembrar sua prisão nos Estados Unidos, ela evidenciou o papel crucial dos movimentos populares em sua defesa e na luta contra a opressão.
Ela também abordou a violência contra as mulheres, enfatizando que mulheres negras e trans negras são as mais impactadas por essa violência de gênero. Davis trouxe à tona o legado da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, reafirmando a necessidade de continuar sua luta por justiça e igualdade. As informações são da Agência Brasil.
